Basílica de Mafra

Mandado construir por D. João V para cumprir um voto de sucessão, o Palácio de Mafra é o mais importante monumento do barroco em Portugal. Para a Real Obra, encomendou o Rei esculturas e pinturas a Mestres Italianos e Portugueses e, na Flandres, dois carrilhões com noventa e dois sinos. O Paço de Mafra foi sempre muito visitado pelos reis, para assistirem a festas religiosas ou caçar na Tapada, não cumprindo funções de residência para a Família Real.

A estatuária da Basílica, foi uma encomenda joanina ao grandes mestres italianos, entre os quais se contam Lironi, Monaldi, Bracci, Maini, Corsini, Rusconi e Ludovisi, constituindo actualmente, uma importante colecção de escultura barroca italiana fora de Itália, a qual inclui ainda os seus estudos em terracota, bem como a produção da Escola de Escultura de Mafra, aqui criada no reinado de D. José I sob a direcção do mestre italiano Alessandro Giusti, e por onde passaram importantes escultores como Machado de Castro.

Em Mafra, e instalada na Capela do Campo Santo, foi erecta a Irmandade da Ordem Terceira da Penitencia de São Francisco de Mafra, em 17 de Setembro de 1736, debaixo de proteção real, obtendo os mesmos privilégios e sob a mesma regência, que a sua congénere de Lisboa. Sob o seu Compromisso se assentaram como Irmãos, numerosos artistas e artífices nacionais, e no ano de 1740, a Irmandade passou a realizar a Procissão da Penitência dos Santos Terceiros Franciscanos. Um solene cortejo marcado pela presença da soberba Cruz processional (feita em Itália), seguida de dez andores: O Salvador do Mundo; O Papa Nicolau IV dando as Regras a S. Francisco; Os Bem Casados (Santos Lúcio e Bona), São Roque; Santa Margarida de Cortona, Santo Ivo, Santa Rosa de Viterbo, São Luís Rei de França, Santa Isabel Rainha de Portugal e O Senhor do Monte Alverne.

Em 1866, a Irmandade estava reduzida a quatro Irmãos, número insuficiente para se manter legalmente activa (face ao estipulado pelo Decreto de 21 de Outubro de 1836), o que levou à realização de um processo de extinção que teve lugar com a emissão do Alvará de 17 de Agosto de 1866. 

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Direitos de Autor ou de Imagem Helena Gonçalves Pinto
Bibliografia
Gandra, Manuel J., Estampas Religiosas Gravadas do Concelho de Mafra

Localização

Palácio Nacional de Mafra, Terreiro D. João V, 2640 Mafra, Portugal

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