Brasão

Um escudo bipartido, tendo à direita o escudo de Portugal e à esquerda um cão com o pão na boca, olhando para um bordão de peregrino encimado por um chapéu com três conchas e tendo pendente uma cabaça.

A Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado é incorporada por fusão (respeitando o espírito do Cânone 121 do Código de Direito Canónico) na Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa (Estatutos aprovados em 7 de Fevereiro de 2011).

A Mesa Administrativa da Irmandade de São Roque inicia os contactos com oficiais da Marinha com o intuito de reavivar a história e a importância da antiga Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado, sediada na Capela de São Roque do Arsenal.

Um dos objectivos passa por identificar afinidades de interesse e de cumplicidades com estes homens cristãos (ligados à Marinha) e avaliar a possibilidade de com a sua colaboração, interesse e empenho, reavivar a Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado, que não tinha sido extinta pela competente Autoridade Religiosa, na década de 1920.

Assim, e com a sugestão do Patriarcado é proposta a integração por fusão da extinta Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado na Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa, a 10 Abril de 2010.

A Capela é reaberta após obras de conservação realizadas pelos operários do Arsenal da Marinha e as solenidades são presididas pelo Arcebispo de Mitilene, D. Manuel Trindade Salgueiro.

De 19 a 21 de Janeiro, na Casa de Despacho, decorre o leilão dos bens, organizado pela empresa Liquidadora das Chagas. Alguns dos bens são incorporados (por aquisição) no Museu Nacional de Arte Antiga, designadamente: uma Cruz do século XVII; Santo Cristo em metal dourado com cruz engastada em madre-pérola; duas cortinas de porta, com as armas bordadas e duas murças de seda preta com as armas da Irmandade.

É constituído o processo documental para pedido de autorização ao Governo, para se proceder à venda de todo o mobiliário e realizar a fusão com a Caixa de Pensões do Arsenal (Acta de 27 de Abril de 1928, pp.14). A 16 de Junho é assinado o Despacho do Governo para a fusão da Irmandade com a Caixa Pensão Arsenal da Marinha.

O visitador Francisco Maria Frazão sugere que para “cumprimento com o referido Decreto deveríamos transitar com o nosso capital em inscrições, bem como pensionistas, e sócios que desejam transitar, nas condições da primeira caso estabelecidas com a referida caixa, e depois da venda se executaria o que para tal fim está estabelecido na segunda e terceira base, consoante o rendimento da venda”. Os presentes na reunião decidem que “tudo transitasse depois de tudo vendido”, vontade também manifestada pelo Tesoureiro a quem, pela responsabilidade do seu cargo, competia encerrar todas as contas. O dinheiro existente no chamado Cofre dos Sinos era destinado ao pagamento das jóias dos sócios que transitassem desta Irmandade para a Caixa de Pensões, e o remanescente seria englobado no apuramento da venda e saldo existentes, e aplicado nos fins previstos nas bases da fusão. Esta deliberação é aprovada pela Mesa da Assembleia-Geral, em que assistiu o Presidente Cândido António de Carvalho.

Assinam esta Acta:

  • Presidente - Luís augusto Pereira
  • Tesoureiro - Luís Baptista
  • Visitadores - Alfredo Lopes da Silva, Marcolino Nepomoceno Motta
  • Secretário - Júlio Alves

A Mesa é constituída por:

  • Presidente - Luís Augusto Pereira
  • Tesoureiro - Luís Baptista
  • Visitadores - Alfredo Lopes da Silva, Francisco Maria Frazão, Marcolino Nepomoceno Motta, Álvaro da Silva Neto
  • Secretario - Júlio Alves

Os corpos gerentes da Irmandade dos Carpinteiros Navais aprovam a fusão da Irmandade com a Caixa de Pensões do Arsenal da Marinha (Diário da República de 22 de Junho de 1928), sendo extinta a Irmandade dos Carpinteiros Navais, com a autorização para serem leiloados os bens.

A Mesa era constituída por:

  • Presidente - Luís Augusto Pereira
  • Tesoureiro - Guilherme Júlio d’Almeida
  • Visitadores - Alfredo Lopes da Silva, Francisco Maria Frazão, Luís Baptista, Álvaro da Silva Neto
  • Secretario - Júlio Alves

A 27 de Outubro, a direção é constituída por:

  • Presidente - Guilherme Augusto de Paiva
  • Tesoureiro - Guilherme Júlio d’Almeida
  • Visitadores - Eduardo da Silva Pinheiro, Joaquim António Soares, Jaime Gomes, João Maria Teles Júnior
  • Secretario - Júlio Sena

O Governo Civil aprova os Estatutos da Irmandade dos Carpinteiros Navaes, erecta na sua antiga Ermida de S. Roque no Arsenal da Marinha (3 de Abril).

O texto não faz qualquer referência ao culto a São Roque e a Irmandade passa a ser uma associação de socorros mútuos, perdendo o seu carácter religioso. 

Reforma dos Estatutos com a mudança de denominação para Irmandade dos Carpinteiros Navais. A Comissão de Reforma é constituída por: Sebastião Nunes, Alexandre José Carreto, Cândido António de Carvalho, Guilherme Augusto Paiva, José dos Santos da Cruz. 

O Oficio da Lei da Separação do Estado da Igreja (15 de Nov. 1911) refere “que só poderia ficar a subsistir em cada Freguesia uma Corporação com encargo do culto religioso”. No dia 25 de Novembro, realiza-se uma reunião, para a qual tinham sido convocadas outras Corporações, Irmandades e Ordens Terceiras, com o objectivo de decidirem quem ficava com o encargo do culto, em cada Freguesia do 2.º Bairro.

Perante a Comissão, a Mesa da Irmandade apresenta um projeto para reforma dos Estatutos (como é imposto pelo decreto-lei de 20 de Abril de 1911).

Em 22 Agosto de 1911 é realizado o Auto de Diligência à Capela de S. Roque, estando presentes o Juiz, Alexandre José Canuto; Secretário, José dos Santos Cruz Dias, e o Procurador, Henrique Fernando Bastos, que declaram que a Irmandade estava “Legal, com Compromisso aprovado por Carta Régia, de 7 de Abril 1865 e Alvará passado pelo Governo Civil, de 7 Março de 1876”. A Comissão Concelhia do Inventário reconhece improcedente o arrolamento dos bens da Irmandade pelo que dá por terminada a diligência.

 

 

A 7 de Agosto de 1911, a Comissão Revisora apresenta à Mesa, os trabalhos para a elaboração do texto dos novos Estatutos. Dez dias depois, é apresentado em reunião de Junta Grande o relatório da Comissão “nomeada para diligenciar a maneira de transformar a Irmandade numa Associação de Socorros Mútuos”, todavia não reúne o número legal de Irmãos e o assunto é transferido para a reunião seguinte.

A 25 de Setembro é realizada a nova reunião, na qual estão presentes 37 Irmãos e “servindo de Presidente, o Juiz Alexandre José Canuto e os secretários Armando Faria e Eduardo Bouça”. As opiniões dividem-se: uns querem manter-se como irmandade católica, continuando a assumir os encargos com o capelão e as missas e outros querem a transformação em uma associação de socorros mútuos. O Irmão António Joaquim dos Santos afirma que “estamos sobre um vulcão que podia muito bem ir pelos ares a casa onde estamos, de um momento para o outro podem-nos mandar sair, e para onde averiamos de ir, isto de culto nada tem valor para os nossos interesses e opta pela transformação em associação”. Em oposição, o Irmão Sebastião Nunes, enquanto elemento da Comissão, afirma “as missas quotidianas nos traz um encargo bastante grande, no entanto não vê como a reforma pode remediar esse mal, suprimindo as missas por uma festa anual”. O Irmão Guilherme Júlio d’Almeida dizia ser falsa a afirmação que “a Irmandade era humilhada por qualquer autoridade do Arsenal” e asseverava que a Irmandade continua a ter o mesmo prestígio e a mesma autoridade. (Cota: Livro 9.º das Deliberações da Direcção da Irmandade dos Carpinteiros Navaes, erecta na sua antiga ermida de S. Roque no Arsenal da Marinha)

Com a implantação da República cessou o culto na Capela. Neste ano, a Irmandade tinha 56 Irmãos, na sua maioria operários aposentados.

Na imprensa divulga-se:

Arsenal da Marinha. A Irmandade de S. Roque erecta na ermida d’aquelle estabelecimento hade receber, no dia 3 do corrente, o Lausperene, sendo as festividades com missa e música vocal e instrumental, começando às 11 ½ da manhã festa á Senhora das Dores, e á tarde às 7 horas, terço de Benditos.

Dia 4, festa a S. Roque, orago; de tarde às 6 ½, Te Deum instrumental. Dia 5, solemnidade ao Menino Jesus dos Aflitos, em seguida reposição ao Sacramento. Assiste a estas festas, por já estar restabelecido da grave doença a que foi acometido, o sr. José Joaquim dos Prazeres, hábil contramestre das construções navaes do mesmo arsenal e juiz daquela irmandade, que é só composta de operários carpinteiros da referida classe." (Diário de Noticias, 1 de Setembro de 1881, p.1).

O Compromisso da Irmandade de São Roque erecta na sua Ermida no Arsenal da Marinha é aprovado em Junta Grande, na casa de despacho da Irmandade, a 1 de Agosto e tem as assinaturas de 28 Irmãos e dos elementos da Mesa:

  • Juiz - Henrique Carlos da Conceição
  • Assistente do Juiz - Pedro Gomes
  • 1.º Secretário - João Gomes Bastos
  • 2.º Secretário - Joaquim José Balazar
  • Tesoureiro - Francisco Rodrigues da Conceição
  • Procurador da Irmandade - José Maria
  • Procurador da Mesa - Manoel de Sousa
  • Enfermeiro do Bairro Alto - João Baptista
  • Enfermeiro do Bairro de Alfama - António Joaquim Martins

Os Estatutos são aprovados por Carta Régia de 7 de Abril de 1865.

 

Início do agravamento financeiro da Irmandade e os Irmãos manifestam a necessidade de se rever o Compromisso e dotar o futuro regulamento de maior eficácia. A frágil situação financeira mantém-se nos anos seguintes e, no ano de 1843, é vendida a banqueta de prata com o objetivo de obter maiores recursos para as suas ações de assistência. Nesse ano é assinada uma petição dirigida á Rainha, onde se solicitava a escusa da Irmandade apresentar as suas contas à administração civil. O documento é assinado por 60 Irmãos, que consideravam que a Irmandade “não é do povo como as demais, pois nela só podem entrar os Mestres e oficiais de Carpinteiros de Machado. É privada e particular e está sujeita á autoridade do Arsenal e não recebe legados” (cota: 6750: 6 xxxviii-2-5).

A Irmandade agradece ao engenheiro construtor Manoel Luiz dos Santos, os trabalhos realizados e entrega uma carta patente de Irmão. Esta distinção também é atribuída ao construtor Torquato Joze Clanina e ao Mestre Julião Pereira de Sá (Cota: 6750: 6 xxxviii-2-5). 

 

Realização do Inventário de todos os bens, fabrica e ornamentos de S. Roque do anno 1805, p.ª diante (cota: 6-XXXVIII-3-1).

Pagamento do silhar de azulejos da Capela de S. Roque com cenas da vida de São Roque.

 

 

pormenor painel retiro floresta“Retiro na floresta”. Pormenor de um dos painéis historiados com os passos da vida de São Roque

A Mesa é constituída por:

Procurador João António Santos
Assistente Joaquim dos Santos
Procurador da Irmandade José António Sousa
Secretario José Diogo
Tesoureiro Paulo Gomes Correia

A Irmandade tinha por fins o “Culto a Deus debaixo da Protecção de S. Roque socorro Mantos dos seus Irmãos Pobres a sim foi Instituída como confraria – Anno de 1506= no Reinado de El Rei D. Manuel por – a – corporação dos Carpinteiros de Machado em huma Ermida que os dittos fizerão a sua custa no sitio em que hoje se acha a igreja de S. Roque desta cidade dedicado ao mesmo santo a qual tomarão por Protetor / organizada, e confirmada como Irmandade em o anno de 1570= no Convento de N. Sr. do Carmo de Lx.ª a donde esteve athe ao therramoto de 1755= e desde então athe hoje na sua Ermida dentro do Arcenal da Marinha cuja lhe mandou fazer e doou a esta Irmandade El Rei D. Joze 1º”.

Os rendimentos certos provinham dos anuais dos Irmãos e do juro do dinheiro aplicado. Não possuíam legados ou donativos se não os seus. Aplicavam os seus rendimentos em duas grandes áreas: o culto e o socorro dos Irmãos pobres. As despesas com o apoio aos Irmãos são aplicadas com o Cirurgião e Botica, e com a entrega de um subsídio diário de 240 réis a 320 réis aos Irmãos e de 160 réis às Irmãs.

O advogado António de Freitas e Azevedo escreve, a pedido da Mesa da Irmandade, as Memorias Históricas da Real Irmandade do Gloriozo S. Roque dos Carpinteiros de Machado. Estabelecida na sua Capela do Real Arsenal da Rib.ª das Naus.

 

 

protocolo procissoes acompanhamento funeraisProtocolo para as procissões ou acompanhamento de funerais segundo as determinações estabelecidas no Compromisso de 1777

A Irmandade manda imprimir a Novena ao Glorioso São Roque “e será muito do agrado de Deos Se faça nos dias, que finalizemm naquelle da sua festividade, porque pella sua intercessão serão livres do contagiozo mal do pecado, e conseguirão a eterna Gloria” (AZEVEDO, António de Freitas e, 1781).

A 25 de Maio é aprovado um novo Compromisso, que vem substituir o primitivo documento que desapareceu com o Terramoto de 1755.

Nos seus 21 capítulos expressam-se os deveres dos Irmãos: «Pagar o anual; Socorrer os Irmãos pobres com uma esmola e prover a visitação pelo enfermeiro; Todo o Irmão que embarcar em Navio, Nau, Fragatas ou outro navio de S. Magestade deve dar 200 rs por cada viagem ao Brasil e 400rs se for a Goa; Missas pelos defuntos e benfeitores; Aplicar o dinheiro a juro para o resgate de cativos e para o socorro das viúvas e órfãos; Proceder à eleição no último Domingo do mês de Julho».

 

 

protocolo lugares irmaos mesaProtocolo de lugares dos Irmãos da Mesa segundo as determinações estabelecidas no Compromisso de 1777

A Capela é consagrada (provisão de 9 de Julho) pelo Patriarca D. Francisco Saldanha da Gama, segundo o documento que está no Livro de Registos de Provisões de 1760-1766, e são atribuídos os privilégios ao Altar desta Capela “para que a Missa que nelles se celebrar por qualquer Sacerdote Secular ou Regular”. A Ermida é benzida pelo Pároco do Distrito.

Na Capela, os ofícios semanais celebravam-se à hora do almoço, para que, além dos confrades, todos os oficiais da Ribeira pudessem participar.

A festa de São Roque realizava-se a 16 de Agosto, com manifestações de zelo por parte dos Irmãos que promoviam a aquisição de alfaias para uso e adorno da Capela.

No século seguinte é adquirida uma “torre volante que athe agora tem servido no dia da festa com o nosso carrilhão (…)” de sinos. (Livro Segundo das Conferências e Actas da Mesa, cota: 6761, 2/23-6-XXXVIII-2-5).

Realização do inventário de todos os bens da Capela e dependências entregues à Irmandade. 

retabulo capela sao roqueAltar da Capela de São Roque com a pintura de São Roque, da autoria de José da Costa Negreiros (1714-1759), meados do século XVIII, óleo sobre telaO Arsenal é construído e lá dentro é ereta a Capela de São Roque, que apresenta características únicas: com 9,25 metros de comprimento, 6,40 metros de largura e15,30 metros de altura. O espaço da nave é marcado pela forte verticalidade, lançada de forma a induzir a admiração no observador, auxiliada pela luz que penetra através da fenestração lateral e da configuração do teto, que se apresenta em abóbada truncada. A decoração enuncia um espírito de transição do rocaille é é realizada por João Grossi (em 1769), que também é o autor dos estuques da Casa para as Audiencias do Ouvidor da Alfandega.

A capela tem duas portas laterais, uma de acesso ao púlpito (esquerda) e outra à sacristia (direita), destaca-se o janelão gradeado, ao nível do andar nobre e com acesso à Casa de Despacho da Irmandade, cuja obra é realizada em 1861/863, por João Eloi de Mendonça, que também realiza a empreitada de abertura da serventia do coro pela sacristia e alargamento da tribuna na Casa de Despacho. 

sumario indulgenciasSumário das Indulgências atribuídas pelo Santo Padre à Confraria e à Capela de São Roque, em 1757É publicado o “Summario das graças, indulgencias, privilegios e liberdades, concedidas à Sacrosanta Igreja Lateranense pelo Santo Padre, e Santa Fé Apostólica, e comunicadas pelo reverendissimo cabido, e conegos della à Confraria, e Capella do Bemaventurado S. Roque. Erecta, e instituida na Igreja do Mosteiro de N. S. do Carmo desta cidade de Lisboa aos oficiais, irmãos, e confrades della; os quaes alcanção as indulgencias, e graças abaixo declaradas, visitando a capella da dita confraria, e que por causa da ruina do terramoto se acha estabelecida em a sua Ermida na Ribeira das Naos”.

 

 

Abertura do Livro dos Assentos dos Irmãos da Confraria de S. Roque, erecta, e instituída na Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora do Carmo desta cidade de Lisboa, e por causa da ruína do Terramoto estabelecida hoje em a sua Ermida na Ribeira das Nãos, impresso na Oficina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno (Cota: 6727 6- XXXVIII 2-4).

Este livro é vulgarmente designado por «livro velho» e os assentos terminam a 25 de Maio de 1777. Nas margens dos assentos surgem as notas dos falecimentos dos mesmos confrades e nome das viúvas. Algumas destas mulheres são depois inscritas como Irmãs, a título de exemplo «Vitoria de Jesus de Macedo, viúva de Manuel G. ou de Bernarda Teresa Rosa, viúva de Pedro Miz. Rosa (assentos no ano de 1776)», sendo o registo formalizado em Sessão de Mesa.

 

 

No mesmo ano é aberto o novo Livro dos Assentos dos Irmãos da Confraria de S. Roque, erecta, e instituída na Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora do Carmo desta cidade de Lisboa, e por causa da ruína do Terramoto estabelecida hoje em a sua Ermida na ribeira das Náos, novamente impresso na Oficina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno (Cota: 6728- 6- XXXVIII 2-4).

Este Livro segundo dos Assentos é realizado porque se colocam inúmeras dúvidas acerca do livro anterior, como é referido na folha de rosto deste novo livro em que se afirma que os Irmãos “apareceram a buscar as suas patentes que teve o seu princípio em 25 de Maio de 1777”. O primeiro assento é de 28 de Outubro de 1757 e o último registo de 14 de Outubro de 1919. 

 

O Real Arsenal é reconstruído nos terrenos onde se situava a Ribeira das Naus, sendo necessário fazer demolições para obtenção de mais espaço. Os novos planos dos edifícios da Alfândega, do Arsenal, da Ribeira das Naus e da Fábrica do Tabaco são riscados pelo arquiteto e engenheiro militar Eugénio dos Santos (1711-1760). A Irmandade pede ao rei D. José I para edificar uma capela dentro da Ribeira das Naus, o que foi autorizado em 1756 (pela Provisão de 22 de Fevereiro). O Alvará 6 de Março autoriza os Carpinteiros da Ribeira das Naus a edificar uma “barraca de madeira” para capela dedicada a São Roque, que funciona entre 1756 e 1760, quando é demolida, porque estava já construída a definitiva capela em alvenaria de “pedra e cal”.

O Convento do Carmo e a Igreja ficam danificados na sequência do terramoto e a Irmandade perde grande parte dos seus bens, tendo apenas recuperado dos escombros “a cabeça da imagem do Gloriozo S. Roque, com seu resplendor de prata, que é a que ainda se venera hoje, pois se lhe mandou fazer um corpo, e acharam dois anjos de madeira, quatro castiçais de prata Lizos, e alguma prata queimada, que pezou duas arrobas, e vinte arráteis, (…)”. Também recuperaram uma outra imagem pequena de São Roque porque esta estava na casa do Marquês de Abrantes, “porque costumavão os Fidalgos nas occaziões de doença mandarem buscar a dita Imagem, pela grande devoção, que tributavão ao mesmo Santo (…)” (FREITAS E AZEVEDO, 1781).

Reforma estatutária e publicação do novo Compromisso da devotíssima Irmandade do Bemaventurado e Glorioso S. Roque, sita no Real Convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo.

Fr. Manoel de Sá, O.C. escreve as Memorias Historicas Da Ordem de Nossa Senhora do Carmo da Província de Portugal. Parte primeira, que entregou na Academia Real da História Portuguesa e ao Reverendissimo Fr. Gaspar Pizolante, impresso na Off. de Joseph Antonio da Sylva.

 

A Irmandade obtém uma Provisão que é passada pela Mesa de Consciência e Ordens, com o objetivo de criar um fundo de mil e quinhentos réis para ser aplicado no resgate dos Irmãos que ficassem cativos na “terra de Mouros”.

O Juiz da Irmandade é D. Fernando de Mascarenhas (2.º Marquês de Fronteira), Vedor da Fazenda da Repartição dos Armazéns e Censor da Academia Real de História Portuguesa e elementos do Conselho de Estado do rei D. João V.

A Irmandade de São Roque recebe da Sacrosanta Igreja Laternanense da Cidade de Roma, uma “Bulla Apostolica dos indultos, graças, e indulgencias, e privilegios, assim espirituais, como temporaes” para a “salvação e saúde das almas dos fiéis Christãos”. O conteúdo desta Bula é traduzido para a língua portuguesa e publicado em 17 Março, sob o título de Summario das Graças, Indulgencias, Privilegios, e Liberdades. 

O Compromisso é aprovado em 9 de Dezembro, pelo Arcebispo de Lisboa, D. Jorge de Almeida. Neste documento é autorizada a existência de uma pensão destinada ao auxílio dos Irmãos pobres, doentes e suas respectivas famílias, bem como a criação de um fundo financeiro especial dirigido a pagar o resgate dos Irmãos que fossem captivos pelos “mouros”.

Os Irmãos usam vestes brancas, capas pardas e murças pretas com os seus Capelinhos e “nas mangas da Crus de acompanhar, e as Murças traziam bordadas as Armas Reas, de cuja demonstração se patenteia ser a dita Irmandade de protecção Real” (Fr. Manoel de Sá, Memorias Historicas Da Ordem de Nossa Senhora do Carmo da Província de Portugal. Parte primeira, que entregou na Academia Real da História Portuguesa e ao Reverendissimo Fr. Gaspar Pizolante, Lisboa Occidental, Off. de Joseph Antonio da Sylva, p. 125).

A capa usada pelos confrades manteve as mesmas características, pelo menos até 1911, como consta a referência descrita na “Cópia da Narração Histórica”, que foi anexa ao Auto de Diligência da Capela de São Roque, com data de 1911.

Instituição da Real Irmandade do Glorioso S. Roque dos Carpinteiros de Machado, por um grupo de Irmãos “com os seus filhos e parentes da mesma ocupação”. A sede da Irmandade passa a ser um altar que é construído junto à porta da Igreja do Convento do Carmo, onde “havião dous vãos; hum da parte direita, e outro da esquerda, em que não havião Altares, por lhe ficar junto de encontro a escada, que descia para a mesma Igreja com bastantes degráos, e seria esta a cauza, porque o grande Condestavel naquelles dous vãos não mandou edificar Altares, o que com evidencia se prova, pois se naquelle citio houvesse Capella de outra Imagem, sempre esta se havia de conservar; segundo a forma do costume, no painel do Retabulo, e como a Cappella, que havia naqulle citio, não tinha outro painel, senão o de S. Roque, nem outro Santo de vulto, hé consequência de que a dita Capela foi fabricada de novo para o dito Santo, e que não havia outra naquelle Lugar, que fosse mais antiga (…)”.

O Retábulo do Altar tem um “painel, em que servia de hua, e de outra parte pintados varios feridos de peste, lançados em cama, de baixo de barracas, e no meio, em lugar mais alto S. Roque, cujo painel, segundo a tradição de alguns Religiozos antigos foi feito por aquelle grande pintor Portuguez chamado Bento Coelho, que floreceo neste tempo e não no de 147 annos antes (…)” (FREITAS E AZEVEDO, 1781). 

Na sequência do contrato para entrega da Ermida de São Roque à Companhia de Jesus, o conjunto de oficiais de Carpinteiro de Machado abandonam esta confraria e pedem aos religiosos do Convento do Carmo autorização para construírem um altar dedicado a São Roque, o que é concedido: “passados 147 annos, depois de estarem os Religiosos na posse da dita Igreja, he provavelmente certo, que aquelles Carpinteiros Velhos, propagadores da devoção do dito Santo, e seus confrades escandelizados da Convenção, que os outros tinhão feito no anno de 1553, com os Jesuítas, sem os ouvirem, sendo membros do mesmo corpo, não esfriando na devoção, juntos com os filhos e parentes da mesma occupação, peditão aos ditos Religiosos o vão, para ali fabricarem Altar do dito Santo…” (FREITAS E AZEVEDO, 1781).

Um grupo de homens com o ofício de Carpinteiro de Machado integra a confraria de São Roque.

 

Bibliografia

GOMES, A. Sousa – Carpinteiros da Ribeira das Naus. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1931

GUIMARÃES, Maria Luísa de Oliveira - A Capela de São Roque do Arsenal da Ribeira das Naus. Lisboa: Edições culturais da Marinha, 2006

LOUREIRO, Carlos Gomes Amorim - Estaleiros Navais Portugueses. Arsenal da Marinha. Lisboa: […], 1960.

 

Fontes

Brandão, Mateus de Assunção, O.S.B. (1778?-1837) - Novena do glorioso S. Roque. Por Occasião da Epidemia Cholera-Morbus no anno de 1832. Offerecida e Celebrada pela Real Irmandade de S. Roque de Lisboa sendo seu Provedor Perpetuo El Rei Nosso Senhor, o Senhor D. Miguel I..Lisboa: Impressão Regia, 1832 (gravura de São Roque, datada de 1800) 

Novena do Glorioso S. Roque, advogado contra a peste.Offerecida e Celebrada pela Sua Real Irmandade sita na Egreja e Santa Casa da Misericórdia sendo Provedora Perpetua Sua Magestade Fidelissima. Lisboa: Typ. José Baptista Morando, 1850

Novena do glorioso S. Roque advogado contra a peste,... : seguida da oração a S. Sebastião(...) contra o terrivel flagello da cholera-morbus. Coimbra: Imp. da Universidade, 1856

S. ANNA, P. Fr. Belchior de - Chronica de Carmelitas Descalços, particular do Reyno de Portugal, e Provincia de Sam Felippe: I. [-III] tomo. Lisboa: na Officina de Henrique Valente de Oliveira, 1657-[1753]

 

Arquivo Digital, Ministério das Finanças

São Julião. http. 213.58.158.153/Arquivo-CJBC-LIS-LIS—AROOL—024/1/P24.html (acedido em 19-04-2010; 14-02-2012)

 

Biblioteca e Arquivo Central de Marinha Marinha

6727 Livro dos assentos dos Irmãos 1vol. 1757/1777  cota 6-XXXVIII-2-4

6746 Memorias Históricas da Real Irmandade de S. Roque 1781/791 cota 6-XXXVIII-2-5

6748 Documentos diversos 1783/874 cota 6-XXXVIII-2-5

6749 Livro 2.º dos termos e acordos 1787/825 cota 6-XXXVIII-2-5

6750 Papeis avulsos muito antigos 1787/825 cota 6-XXXVIII-2-5

6751 Inventário dos bens e ornamentos de S. Roque 1805 cota 6-XXXVIII-2-5

6770 Livro de Obras da Capela em 1835 cota 2/23-6-XXXVIII-2-5

6773 Exposição a que deu origem à nossa reforma 1835 cota 6-XXXVIII-2-5

6790 Livro 1.º de correspondência particular da Irmandade 1881/93 cota 6-XXXVIII-2-5

 

Biblioteca Nacional de Portugal

Iconografia - Colecção de Estampas Devotas (São Roque -  cotas 01715; 01716)

 

Levantamento Fotográfico da Capela de São Roque, Arsenal

João Pécurto /SCML 

 

Helena Gonçalves Pinto
Historiadora

A 25 de Fevereiro é celebrado o V Centenário da Ermida de de São Roque, cuja memória está registada na lápide de pedra que assinala a consagração do templo, a 25 de Fevereiro de 1515 (a lápide encontra-se exposta no Museu de São Roque).

As cerimónias incluíram uma Missa Solene, a reabertura da Casa de Despacho e a inauguração da nova sala de reservas patrimoniais afectas à Irmandade, depois do conjunto de obras promovidas pela Santa Casa da Misericórida de Lisboa.

A Irmandade promove e organiza As Festas de São Roque no Mundo: Traços de Cultura. Este congresso internacional teve a presença de prestigiados especialistas da História da Arte, Antropologia, Arquitetura, Música, Sociologia, Turismo Religioso, Saúde e Medicina, oriundos de França, Bélgica, Itália, Espanha, Cabo Verde, Brasil e Canadá e constituiu-se como um fórum de debate interdisciplinar, em torno da identidade territorial e da valorização dos recursos religiosos, culturais e patrimoniais.

A Assembleia-Geral aprova o Compromisso e Estatutos da Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa, no qual surge a incorporação da Irmandade da Misericórdia (1498) e da Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado (1570) na Irmandade da Misericórdia e de São Roque.

 

2011Pão de São Roque. Os pães são benzidos durante a Missa celebrativa e depois distribuídos pelos fiéis.

Definição do "Relacionamento institucional entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa".  

"A SCML assegura a instrução e assistência religiosa nos seus estabelecimentos e aos seus utentes de harmonia com as leis canónicas e civis em vigor” (Artº 6º, nº 3, dos actuais Estatutos). 

 “À Irmandade da Misericórdia e de São Roque, …., compete, para além da tutela do espírito cristão que enforma a acção da SCML e que exerce através da sua presença no Conselho Institucional…” (Artº 45º, nº 1 dos actuais Estatutos)

 

2009

Realiza-se a Procissão do Senhor dos Passos – do Bairro Alto a São Roque – inaugurando um percurso pelas ruas do Bairro Alto, fomentando as expressões de piedade, agora numa via-sacra que percorre o Bairro originário, criando um momento espiritual, de recolhimento e de acto de renovação interior.

 

2008

Realiza-se a primeira Procissão do Glorioso São Roque, que percorre as ruas do Bairro Alto.

 

2007Procissão de São Roque. Andor com a imagem veneranda de São Roque.

A 1 de Março são inauguradas as novas instalações administrativas da Irmandade, no Complexo de São Roque, no Largo Trindade Coelho.

Na Igreja de São Roque, as ações de natureza espiritual e administrativa da Irmandade realizam-se na Capela de São Roque e na Casa de Despacho, localizada na Igreja e que substituiu a primitiva Casa de Despacho/Sacristia privativa da Capela de São Roque (destruída no século XIX), a qual, pela sua dupla função, servia de sede social da Irmandade de São Roque de Lisboa.

Realiza-se a primeira Procissão do Glorioso São Roque, dentro da Igreja de São Roque.

A 30 de Outubro a Assembleia-Geral aprova a 2.ª Alteração aos Estatutos de 1990. 

 

2006Procissão de São Roque dentro da Igreja de São Roque.

A Assembleia-Geral aprova da 1.ª Alteração aos Estatutos de 1990.

A Mesa Administrativa delibera a criação de um Conselho Permanente de apoio à Mesa Administrativa, com poderes para apoiar o Provedor na administração da Irmandade e gerir os serviços, representar, por delegação do Provedor, a Irmandade junto dos órgãos Sociais, Serviços da SCML e de outras instituições externas e preparar e implementar os programas de acção da Irmandade. A Mesa também delibera no sentido de criar uma Comissão Dinamizadora com missão de apoio e assessoria ao Conselho Permanente. 

A Assembleia-Geral da Irmandade é convocada pela primeira vez, desde a aprovação dos Estatutos. 

A 25 de Julho são aprovados novos Estatutos e Compromisso da Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa. A Irmandade de São Roque é transformada em irmandade de misericórdia, sob a denominação de Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa. Neste ano a Irmandade passa a integrar o Conselho Institucional da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A 8 de Dezembro são aprovados os novos Estatutos da Irmandade de São Roque, aprovados por parte da Autoridade Eclesiástica, a 9 de Janeiro de 1979. Este novo documento substitui o que foi aprovado em 9 de Dezembro de 1934.

A Irmandade continua a distribuição dos bens alimentares que lhe são enviados pela Cáritas Portuguesa. 

 

Sob proposta do Padre Júlio Marinho, S. J., é instituída a reunião dos Irmãos no primeiro Domingo do mês, logo após a Missa Dominical (Acta de Mesa n.º 138, de 14 de Junho de 1961, AH/IMSRL Doc. 2, cx 3).

Os novos Estatutos e Compromisso são aprovados a 17 de Janeiro, seguindo-se a aprovação eclesiástica a 27 de Maio.

A imagem da Virgem Peregrina chega à Igreja de São Roque no dia 18 de Março, partindo no dia seguinte para a Igreja de São Pedro de Alcântara (AH/IMSRL, Acta de Mesa, n.º134, 1960).

No final do ano a Mesa Administrativa propõe a alteração dos Estatutos, actualizando-os para um melhor cumprimento das acções da Irmandade, substituindo o texto dos artigos 13º, 17.º, 23.º, 24.º e 25.º. No novo regulamento, a Mesa passa a ter um mandato de três anos, aumenta o número de mesários, sendo alterados os títulos dos cargos (surgindo os nomes de Provedor e Secretário) e ampliadas as competências funcionais.

O Decreto-Lei n.º 40 397 altera os Estatutos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e no seu Capitulo I, no art. 10.º § único é referido que o “culto na Igreja da Misericórdia fica a cargo da Irmandade de São Roque, podendo a Misericórdia confiar o seu exercício nos outros templos a irmandades canonicamente erectas ou a congregações religiosas, de acordo com a autoridade eclesiástica”, tendo em conta que o anterior Decreto-Lei n.º 23509 de 28 de Janeiro de 1934 reconhece a necessidade de contratar um Capelão. 

A Irmandade promove as cerimónias em honra da Imaculada Conceição, com novena e missa solene. Nos preparativos participam os funcionários da Igreja de São Roque, montando uma estrutura efémera em frente do altar das relíquias, para criar um altar a para a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

 

1946 1948 

Nestes anos, todos os domingos é distribuído o pão aos mais pobres. Mas durante o período de racionamento, o pão deixa de ser fornecido pela Panificadora-Rosa d’Ouro, na Rua da Rosa, 138-144, passando cada beneficiado a receber o valor em dinheiro.

O Decreto-Lei n.º 32255, de 12 de Setembro, altera os Estatutos da Santa Casa da Misericórdia, e no Artigo 3.º é referido que “será mantido o culto nas igrejas e capelas pertencentes à Misericórdia ou aos seus estabelecimentos e assegurada assistência religiosa, nos termos da concordata. À nomeação e remuneração do pessoal indispensável para os fins deste artigo será aplicável o disposto no n.º 3 do artigo 3.º do Decreto-Lei n. 31 666” (Diário do Governo, I série, n.º 214, 12 de Setembro de 1942). Este diploma deixou de fazer menção à acção da Irmandade de São Roque.

As quatro pinturas da Vida de São Roque figuram na Exposição de Pintura Portuguesa dos séculos XV e XVI, organizada pela Comissão Nacional dos Centenários.

Reedição do “Resumo Histórico da Origem da Ermida de S. Roque e da Sua Irmandade na Cidade de Lisboa”, pela Tipografia Teixeira. 

 

1940

A 15 de Setembro de 1939, o Chefe da 1.ª Repartição e Superintendente do Museu e Igreja da Misericórdia de Lisboa, em nome do Director do Museu Nacional de Arte Antiga e Vogal da Secção das Exposições de Arte dos Centenários, Dr. João Couto, solicita ao Juiz da Irmandade de São Roque, a “cedência, por empréstimo, das pinturas que lhe pertencem representando cenas da Vida de São Roque” (AH/IMSRL Doc. 17, cx 36). O empréstimo das pinturas inclui o “tratamento na oficina do Museu, emoldurados e fotografados, sem qualquer encargo para a Irmandade”. A Comissão Nacional dos Centenários (Secção das Exposições de Arte) realiza os Autos do Empréstimo, ficando sob a sua responsabilidade a guarda dos referidos objectos. 

 

 A Irmandade de São Roque quer recuperar a Procissão do Senhor dos Passos e realiza um cortejo dentro da Igreja de São Roque. Esta iniciativa realiza-se sob proposta do Irmão Vogal, Joaquim Júlio Pereira, em colaboração com o Capelão Cónego Domingos Roque do Nascimento. 

A Irmandade de São Roque recebe do Governo Civil de Lisboa uma circular impedindo qualquer transação de objectos artísticos pertencentes à Irmandade, sem “colherem previamente o parecer favorável da Inspeção Geral dos Museus” (AH/IMSRL Doc. 6, cx 31)

O Decreto-lei n.º 23509, de 26 de Janeiro determina que a Irmandade de São Roque continue encarregada do culto público na Igreja de São Roque, porém, os actos cultuais associados aos legados pios passam a ser desempenhados por um capelão contratado pela Santa Casa (Diário do Governo, I série, n.º 22, de 26 de Janeiro de 1934). Na Sessão de 8 de Fevereiro, o Conselho determinou que “até à definitiva regulamentação dos serviços de natureza cultual da Igreja de São Roque e para cumprimento do Decreto n. 23.058, de 26 de Janeiro último, resolveu estabelecer as regras seguintes:” (…)

Segunda – A abertura dos cofres das esmolas existentes na Igreja de São Roque, será sempre efectuada pela Irmandade com a assistência do Capelão.

Terceira – Nos termos do artigo 3.º do citado decreto, reverterá a favor dos cofres da Misericórdia 10% das receitas da Irmandade de São Roque, na conformidade do preceituado no artigo 3.º do Decreto n. 3856 de 22 de Fevereiro de 1918 e igual percentagem para a conservação do templo”.

A 9 de Dezembro de 1934 são aprovados os Estatutos da Irmandade, aprovados pelo Governo Civil de Lisboa em 18 de Julho de 1935. 

Em Sessão de 19 de Janeiro, o Provedor da Santa Casa, Dr. José da Silva Ramos, apresenta uma proposta para regular a acção da Irmandade de São Roque dentro da Igreja (SCML/OA/MS/04/lv. 023, pag. 387 e 388, Referenciado por João Simões, Volume de Partilha Documental. 20 de Outubro de 2008).

Realização do “Inventário dos bens e alfaias pertencentes à Irmandade de São Roque erecta na Igreja de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa” (AH/IMSRL Doc.28 cx 31).

A Igreja de São Roque é encerrada para obras, e as festas em honra de São Roque decorrem na Igreja das Chagas.

 

1931A nova Casa de Despacho da Irmandade de São Roque, entregue pela Santa Casa, em finais da década de 1920.

Reedição do livro “Resumo Histórico da Origem da Ermida de S. Roque e da Sua Irmandade na Cidade de Lisboa”.

No dia 20 de Fevereiro é conferido o Auto de Entrega da Igreja de São Roque à Irmandade da Mesma Invocação (AH/IMSRL Doc. 34,cx. 31) e procede-se “à entrega das pratas, imagens, quadros, mobiliário e mais objectos e artigos de culto”. Alguns anos mais tarde, a Irmandade participa à Mesa da Misericórdia que muitos dos objectos constantes no Inventário já não estavam sob a sua responsabilidade, porque lhe tinham sido retirados, sem que fosse dada baixa no referido documento. 

A Portaria n.º 1449, de 29 de Julho de 1918, autoriza a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a tomar a seu cargo a sustentação do culto público católico na Igreja de São Roque (Diário do Governo, I série, n.º 169, 31 de Julho de 1918). A 31 de Agosto, o culto é retomado na Igreja de São Roque, sendo capelães o Cónego Avelino de Figueiredo, o Padre Cruz Curado e o Padre Manuel Elias de Sousa, sucessivamente.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa dando cumprimento à referida Portaria n.º 1449 (Diário do Governo n.º 169, de 31 de Julho 1918) e na conformidade com a Portaria 1244, de Março de 1918, faz a “entrega do culto da Igreja de São Roque”, à Irmandade de São Roque.

É realizado o Auto de Entrega da Igreja de São Roque à Irmandade da Mesma Invocação (AH/IMSRL Doc. 26, cx. 31), assinado a 30 de Agosto de 1918, pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, António Augusto Pereira de Miranda, o Juiz da Irmandade José Dias Sobral, o Assistente da Irmandade Carlos Ennes Costa, o Primeiro Secretário Raimundo Joaquim Loureiro, o Tesoureiro António Joaquim de Sá Dias Júnior e o Procurador, Agostinho Rodolfo Sedrim.

Apenso ao Auto está o “Inventário de Pratas, Imagens, Quadros, Mobiliário e Mais Objectos e Artigos de Culto, existentes na Igreja de São Roque pertencentes à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e entregues à Irmandade de São Roque, na conformidade do auto lavrado n’esta data, com data de 20 do Mês de Fevereiro 1918”. Este inventário contém a relação dos objectos de Ourivesaria, Pintura, Escultura, Cerâmica, Mobiliário e Paramentos que ficam ao serviço da Igreja (AH/IMSRL, Doc.26 e 27, cx 31; Doc. 4, cx 37). 

 Realização do inventário dos bens da Irmandade de São Roque. 

 

A Irmandade de São Roque apresenta-se como corporação idónea e oferece os seus préstimos à Santa Casa, para auxiliar esta instituição a cumprir os legados e outros fins meramente cultuaes. A Santa Casa pede licença para ponderar as vantagens de deferir o pedido da Irmandade de São Roque, e assim dar cumprimento aos legados, na capela da Irmandade, enquanto não for organizada a corporação encarregada do culto na freguesia.

 

Na sequência da Lei da Separação do Estado das Igrejas promulgada em Portugal a 20 de Abril de 1911, é suspenso o culto na Igreja de São Roque.

No dia 30 de Junho é realizado um Auto de Diligência à Capela de São Roque, levantado pela Comissão Concelhia de Inventário, constituída nos Termos do Artigo 63 do Decreto-Lei de 20 de Abril de 1911 (Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças. Encarnação. Liv. 58. 13/07/1911-8/8/1911). Na Capela de São Roque reúnem-se os membros da Comissão Concelhia de Inventário, Dr. Ernesto Carneiro Franco, Administrador do 2.º Bairro Afonso de Albuquerque Cabral da Silva Amaral, aspirante da Repartição de Fazenda do 2.º Bairro e Agostinho Soares Pimenta, Presidente da Junta da Paróquia da Freguesia da Encarnação, para procederem ao arrolamento e inventário de “todos os bens mobiliários e imobiliários destinados a culto publico da religião católica”.

Nessa reunião, o primeiro secretário da Irmandade de São Roque, Raimundo Joaquim Loureiro representa a Mesa e mostra o Compromisso para comprovar a legalidade da instituição. E por este documento ser o original e não existir cópia impressa, não é anexada nenhuma cópia ao Auto de Deligência. Após a confirmação da legalidade dos actos da Irmandade, é encerrado o processo no dia 6 de Agosto, com a elaboração do Auto de Conclusão da diligência à Capela da Irmandade de São Roque. Nessa reunião estava presente a Comissão Concelhia do Inventário e pelo seu presidente, Ernesto Carneiro Franco, sendo lido o ofício n.º 110, da Comissão Central da Execução da Lei da Separação do Estado, de 4 de Agosto de 1911, no qual é registado que, à “Irmandade de S. Roque se lhe deve reconhecer individualidade jurídica. Nestes termos, e em conformidade com o disposto no Artigo sessenta e dois da lei de separação esta comissão Concelhia de Inventário resolveu não arrolar os bens da Irmandade, visto estar legalmente constituída” (AC do Ministério das Finanças. “Encarnação”. Liv. 58. 13/07/1911-8/8/1911).

Decorre a reforma dos Estatutos da Irmandade de São Roque aprovados em sessão de Junta Grande, a 24 de Dezembro de 1911 e sequente aprovação pelo Governo Civil de Lisboa, a 26 de Junho de 1913. O novo texto regulador mantem o espírito cultual da instituição e a Mesa reduz-se para sete elementos, em vez de onze anteriores, a saber:

            “Capitulo I. Da instituição e fins. Artigo 1.º Irmandade de São Roque instituída em 25 de Fevereiro de 1515 numa pequena Igreja especialmente construída para esse fim no sitio onde hoje se encontra a Igreja de S. Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e que pela Irmandade foi cedida aos Padres da Companhia de Jesus por escriptura de 19 de Outubro de 1553 para ali fazerem a actual Igreja, com a clausula da antiga Capella mor [ficar] sendo a segunda Capela do lado esquerdo da nova Igreja, como ainda hoje se conserva, e uma associação de assistencia e beneficência composta de pessoas de ambos os sexos professando a Religião Catholica e Apost. Romana e tem por fim:

1.º Prestar culto à veneranda Imagem de S. Roque.

2.º Orar pelas necessidades temporaes e corporaes dos Irmãos e suffragar as almas dos que falleceram.

3.º Contribuir para a assistência e beneficência em conformidade com as Leis vigentes.

§ Único – A Irmandade não poderá gastar mais com os fins designados nos n.os 1.º e 2.º mais do que um terço da totalidade dos seus rendimentos, conforme determina o art. 38 das Lei de 20 de Abril de 1911(…)”(AH/IMSRL Doc. 1, cx.6). 

 

O mapa de receita e despesa é apresentado no Governo Civil de Lisboa e é aprovado.

 

Os mapas de receita e despesa são anualmente apresentados no Governo Civil de Lisboa para a confirmação das licitudes da gestão da Mesa da Irmandade. Dos vários documentos constam os Avisos, Mapas de Receita e Despesa e as Ordens de Pagamento referentes a material de secretaria, emolumentos, cobrança de anuais, concerto de paramentos, azeite para a lâmpada da Capela, despesas gerais com a festa do Orago (música, esmola para o Sermão, pagamento de eclesiásticos, sacristãos e do andador; armação da capela de São Roque, flores, pães de São Roque e cera).

 

Entre 1888 e 1893, a Irmandade paga as despesas da condução das alfaias necessárias para Convento de São Pedro de Alcântara, onde é preparado um altar para expor a Relíquia de São Roque (AH/IMSRL Doc.4, cx.27) 

Revisão do “Inventário dos objectos pertencentes à Real Irmandade de S. Roque”. 

 

Impressão da obra intitulada “Descripção Histórica da Real Capela de S. Roque e da Sua Irmandade na Cidade de Lisboa”.

Das várias obrigações, a nova Mesa nomeada pela Junta Grande, actualiza o Inventário patrimonial.

 

A Irmandade realiza um Te Deum para acção de graças pela cessação da epidemia de cólera-morbus. A direção musical fica a cargo de João Jordani. 

A Mesa Administrativa actualiza o inventário patrimonial.

 

O director da música, João Jordani realiza a “Novena de São Roque”, que é executada nas festas do Santo. A Mesa Administrativa decide imprimir um extrato do texto do Privilégio (1583), a que designaram por “Bulla”. 

“Relação das Alfaias, vestimentas e Imagens pertencentes à Real Irmandade de São Roque erecta na sua Igreja e St.ª Casa da Misericórdia desta Corte”

 

Finalização das obras do retábulo da Capela de São Roque. 

O Decreto de 28 de Maio de 1834 extingue em “Portugal, Algarves, ilhas adjacentes e domínios portugueses, todos os Conventos, Mosteiros, colégios, Hospícios e quaisquer casas de religiosos de todas as Ordens Regulares, seja qual for a sua denominação, instituto ou regra (art.1.º)”. Não se conhece, até ao momento, qualquer interferência e aplicação deste decreto com a vida da Irmandade de São Roque. No período de 1833 e 1837 não foram registadas entradas de Irmãos, mas no ano de 1838 fazem compromisso vinte e dois novos Irmãos (AH/IMSRL, Doc. 36, cx 1). 

O surto de cólera-morbus atinge violentamente o País, principalmente os centros urbanos, criando situações de crise. A Irmandade promove a edição de uma Novena a São Roque, que retoma a acção espiritual e de consolo dos mais aflitos. O texto é escrito por Fr. Mattheus da Assumpção Brandão (1778-1837), que no ano anterior se tornara Irmão, assumindo compromisso em 15 de Agosto de 1831. A “Novena do Glorioso S. Roque por ocasião da epidimia Cholera-Morbus no anno de 1832. Oferecida e celebrada pela Real Irmandade de S. Roque de Lisboa sendo seu Provedor Perpetuo El Rei Nosso Senhor D. Miguel I”, terá uma gravura de São Roque, que tinha sido realizada em 1800.

A composição musical “Novena de São Roque” é entregue a Fr. José de Santa Rita Marques da Silva (1782-1837)  (AH/IMSRL Doc. 1, cx 48 B; AH/IMSRL Doc. 3, cx. 48; AH/IMSRL Doc. 1, cx 48), um dos mais importantes compositores no domínio da música sacra em Lisboa. O cuidado posto na parte vocal da obra é o testemunho do valor dado à composição e à responsabilidade. O facto de o compositor se ter tornado Irmão de São Roque, a 15 de Agosto de 1832, pode ter influenciado o facto de não ter cobrado honorários pelo trabalho, sendo apenas gratificado com a quantia de quatro mil e oitocentos réis. O compositor cria igualmente um Te Deum para coro e órgão (AH/IMSRL Doc 2, cx 48).

Em finais desse ano, a Irmandade recebe a autorização para realizar uma procissão com a Relíquia e a Imagem de São Roque, sendo anuída que se realize no dia 4 de Dezembro.

 

A Irmandade angaria as verbas necessárias para a realização de um novo relicário-ostensório para expor a Relíquia de São Roque, com as esmolas provenientes do mealheiro da Capela, dos Irmãos e da família Real (a Rainha contribui com 60$000rs e a Infanta, Isabel Maria com 4$800rs). O Rei consente que a execução dos moldes para fundição do novo relicário seja realizada na Aula Régia de Escultura.

 

 

1831Relíquia de São Roque (conservado dentro do relicário realizado em 1830) exposta no altar da Capela de São Roque.

O escrivão da Irmandade, Joaquim José Vermuel paga a Manoel Joaquim da Trindade R[.], a quantia de oitocentos réis pela limpeza de quatro resplendores de prata “três grandes e hum piqueno”, das imagens dos Santos (AH/IMSRL Doc. 3, cx 4, n.º 49 ).

O mestre Manoel Joaquim inicia um conjunto de restauros na Capela de São Roque, concluídos em 1891, quando se efetuam os últimos pagamentos. Esta intervenção fica registada no retábulo onde deixa a sua assinatura “Manoel Joaquim 18[…]”. 

 

Henrique António João de Sousa, na qualidade de Tesoureiro dos Juros Reais, solicita a certidão das quantias que recebera liquidadas dos juros da Alfândega Grande do Tabaco, na Casa das Carnes, na Mesa dos Vinhos e Frutos e na Casa dos Cinco da Cidade de Lisboa, a favor da Irmandade (AH/IMSRL Doc. 5, cx. 31).

A Irmandade recebe as indulgências para a festa do seu Santo patrono.

 

Realização do Inventário das alfaias da Real Irmandade de São Roque, pelo Padre Dionísio Paulo Monteiro, a 15 de Agosto. 

 

 

1802

A Irmandade de São Roque encomenda a um gravador a realização de uma estampa devota de São Roque.

A estampa devota seria publicada na Novena do Glorioso S. Roque por ocasião da epidimia Cholera-Morbus no anno de 1832, da autoria de Fr. Mattheus da Assumpção Brandão (1778-1837).

 

1800Gravura de São Roque mandada imprimir pela Irmandade. "S. Roque.Advogado contra a peste q'se venera na sua Igr.ª e Caza da Miz.ª desta Corte. Anno 1800", Água-forte, 1800, IMSRL

Sentença cível a favor dos Irmãos da Mesa da Irmandade, acerca da posse da propriedade, “e foro de 40$000rs de imposto em uma Horta chamada de Santa Luzia sita na Estrada da Charneca no sitio do Pote d’agua, e se compõem de casa, horta, vinha e olival, a qual ficou por falecimento de Francisco de Campos Leitão, pertencendo a sua mulher Jozefa Maria, a quem se fez penhora nos rendimento para pagamento da divida de foros. Dada em Lisboa a 19 de Setembro de 1794” (AH/IMSRL, Doc. 14, cx. 31).

A ornamentação da Capela de São Roque para as festas e memória do Patrono da Irmandade (dia 16 de Agosto), inclui os paramentos brancos bordados a ouro (a cor branca é o símbolo da pureza, da alegria, da inocência e por isso é usada nas festas de Nosso Senhor, de Nossa Senhora, dos santos não-mártires e durante o Tempo Pascal e do Natal), sobre os quais são colocados os objectos ao serviço da litúrgia, a banqueta e tocheiros acesos e a exposição das Relíquias do Santo, conferindo a solenidade. Durante a Missa cantada, a capela está aberta a todos os fiéis (“Pauta dos dias em que a Real Capella de S. João Baptista deve estar aberta e Ornamentos que deve ter. 1 de Janeiro de 1785”, AH/SCML).

Confirmação de um Alvará das antigas prerrogativas financeiras, de cujos documentos não se localizam no arquivo da Irmandade, designadamente: Alvará de 1 de Março de 1554, da atribuição da esmola de 6 mil réis; Alvará de 24 de Maio de 1559, da atribuição da esmola de 13 mil réis. (ANTT, D. Maria I, Registo Geral Mercês, Livro 6 – Fólios 282 e 283).

 

Carta de doação à Irmandade da Casa da Misericórdia de todos os Bens que vagaram pela extinção de todas as Confrarias que se achavam erectas na Casa Professa de São Roque, no tempo em que esteve na posse dos Jesuítas, 1775 (ANTT, L.º 4 de Cartas e Patentes, 1774-1775, fol. 140v a 156v) 

A Irmandade de São Roque solicita autorização à Irmandade de Misericórdia para continuar a sepultar os seus Irmãos na Capela de São Roque. A Mesa da Misericórdia determina que o poderiam fazer junto dos cancelos mas na parte exterior.

 

Na documentação oficial consta a “Relação, Valor, e Rezumo de todos os Bens existentes da Caza Professa de São Roque, que foi dos Jesuítas extintos, e hoje da Caza da Mizericordia; e de todas as Confrarias também extintas da dita Igreja, exceptuando a da Capella do Gloriozo São Roque, que fica sabsistindo por ser Orago da mesma Igreja, e por que já existia quando os Sobreditos Regulares proscriptos entraram nella; e por isso não comprehendida no Sequestro, e extinção das outras Confrarias por elles fundadas; os quais Bens El Rey Meu Senhor tem doado a Caza da Mizericordia da Cidade de Lisboa” (ANTT, Ministério do Reino, Livro 1132, fl. 143 v.)

Abertura do livro para “Certidoens das Missas das Cappellas Instituídas pela Alma de D. Brites da Costa e de Maria de Andrade”. Neste livro é anotada a Relação das Alfaias, vestimentas e Imagens pertencentes á Real Irmandade de S. Roque erecta na sua Igreja e St.ª Casa da Misericórdia desta Corte, realizada em 1842 

 

No livro de Despesa está anotado o pagamento do documento que comprova o “mandado e levantamento da Suspensão das Cap.as e Subsistência desta Irmandade; declarando-se nelle não ser esta Irmandade compreendida na extinção geral de todas as outras Irmandades desta Igr.ª, as quaes forão extintas pela expulsão dos Jesuítas; e cuja despesa se lançou esta verba, que assinou comigo o escrivão”. Esta é a certidão que comprova a não extinção da Irmandade (“Despesa da Irmandade de S. Roque sita na sua própria Igreja e Stª Caza da Misericórdia da Cid.e de Lisboa no ano 1771, sendo thesoureiro o Nº Ir. R. Prior de S. Nome Pedro Francisco Caneva”, AH/IMSRL cx 24A, fl.17v.).

A Irmandade de São Roque mantém a administração do juro de uma apostila deixada por Bárbara da Cunha Tinoco e Bento Teixeira Feio, para ser aplicada nas despesas com a solenidade das Quarenta Horas. Apesar da expulsão da Companhia, a Irmandade cumpre o contrato estabelecido, pelo que o Rei autoriza que a Irmandade receba os 62$162 réis de juro (ANTT, D. José I, Chancelaria - Doações, Ofícios, Mercês, Privilégios, Livro 61- fólios 191 e 192).

 

Doação da Igreja e Casa de São Roque à Imandade da Misericórdia (ANTT, Livro 2, 1766-1770, fol. 79 e seguintes). Na carta régia, D. José I faz a entrega à Irmandade da Misericórdia de todos os bens das extintas confrarias da Casa Professa de São Roque, designadamente: Nossa Senhora da Doutrina, Nossa Senhora da Boamorte, Nossa Senhora da Piedade, Jesus Maria e José, Santa Quitéria, de Santa Rita e S. Francisco Xavier.

 

Os oficiais da Mesa permanecem em exercício de funções. O livro dos Termos de Posse só terá novos assentos no ano de 1762. A instituição mantém a sua atividade registando os seus actos no Livro de Receita e Despeza da Irmandade de Sam Roque de Lx.ª de 1755 p.ª56, 1756 p.ª 57 e 1757 p.ª 58 e 1758 p.ª 59 e 1759 p.ª 60 e 1760 p.ª 61 e deste p.ª 62, em que faleceu o thesoureiro o  R. Prior Joze Caldeira.

O Terramoto provoca alguns danos na Igreja de São Roque. 

Escritura de reconhecimento a favor dos Irmãos de São Roque que fez José Francisco Fazendeiro como enfiteuta de “um prazo em vidas que tinha comprado ao Doutor António Lopes Vieira, por escriptura de 5 de Novembro de 1754”, e que foi lavrada nas notas do tabelião Tomaz da Silva Freire. O foro está relacionado com a propriedade sita no Pote d’Agua e compõem-se de uma casa, horta, vinha e olival (AH/IMSRL Doc. 12, cx 31).  

A 12 de Junho, a Gazeta de Lisboa anuncia a impressão da “Novena do Glorioso S. Roque, advogado contra o mal da peste, especialmente contra as bexigas, com huma noticia sumaria da vida do mesmo Santo, e da fundaçam da sua Capella na Caza Professa de S. Roque, em cuja portaria se achará”. Trata-se de uma das primeiras Novenas de São Roque a ser impressa por Joseph Antonio da Silva, num ano em que a Irmandade promove um conjunto iniciativas e de aquisições excepcionais para a organização da festa em honra do Santo patrono.

Testamento de Manoel Teixeira de Carvalho com uma postila de 10 mil réis de juro registado em padrão a favor da Irmandade de São Roque, para ser aplicada no ornato da capela de São Roque, onde o doador fora sepultado, assim como sua mulher Bárbara da Cunha Tinoco. 

 

 

Neste ano dão-se por concluídas as obras da talha e de douramento da Capela de São Roque, com grande regozijo por parte dos Irmãos, o que levou a Mesa a ser reeleita por aclamação. O ato eleitoral decorre no dia 20 de Setembro, na sacristia da Capela, com a presença dos oficiais da Mesa e os Irmãos. Durante a cerimónia é “descoberta a obra que se tinha principiado da talha e dourado da nossa Capela da banda da Tribuna, e da outra parte depois da festa do nosso Santo” (AH/IMSRL Doc. 14, cx 2, “Termo de Posse dos Irmãos”). 

Por alvará de D. João V, a Irmandade de São Roque passa a receber duas esmolas, de 70 e 50 réis, respectivamente. Uma das esmolas é atribuída pelo rei, enquanto Provedor Perpétuo da Irmandade e a outra é para celebração de missa pelo príncipe D. José, também Irmão de São Roque. 

 

As solenidades em honra da beatificação do Padre João Francisco Regis, promovidas pela Companhia de Jesus, decorrem durante vários dias, encaminhando para a Igreja de São Roque inúmeros fiéis e membros da comunidade jesuíta. As cerimónias decorrem no interior e no exterior do templo, culminando com a grande procissão que percorre a Rua de Matacães, Rua da Atalaia, Travessa dos Ingleses, e Rua da Rosa até o cortejo sair na Rua do Loreto e subir a Rua Larga de São Roque, entre o ressoar dos clarins do Senado com as suas librés.

A Procissão é aberta pela Congregação de Nossa Senhora da Doutrina, com mais de oitocentos Irmãos, que transportam o andor de prata com a imagem da Senhora da Doutrina, seguidos pela Congregação de Nossa Senhora da Boa Morte, com o andor de prata com a imagem de Nossa Senhora da Conceição; segue-se o guião da Congregação da Gloriosa Virgem e Mártir Santa Quitéria e os Irmãos transportam o andor de prata com a imagem da Santa; segue-se a Cruz da Congregação de Santo António, que é a primeira vez que surge em público, acompanhados pelo juiz, Marquês de Valença, com sua vara em prata, seguido pela Cruz da Congregação de Jesus Maria e José, também conhecida por Congregação dos Nobres em alusão à classe social dos seus confrades. Segue-se a Cruz da Confraria de São Roque e logo a Cruz da Companhia de Jesus, o andor de prata com a imagem de João Francisco Regis, que é transportado por dois religiosos trinos e dois jesuítas; segue-se o pálio de oito varas conduzido por padres jesuítas, sob o qual é levado o Santo Lenho nas mãos do Provincial da Companhia. A ladear o pálio vão doze padres de S. Domingos e os fiéis. A sumptuosidade da cerimónia é revelada pela qualidade das vestes processionais, da intensidade da luz que ilumina todo o cortejo, mas as tochas que se concentram em redor do pálio são levadas pelos Irmãos da Confraria de São Roque, e a nobreza e “gravidade de pessoas” desta associação fechava todo o cortejo, merecendo um “devotíssimo aplauso” da população que assistia (Relaçam das Festas que os Padres da Companhia de Jesus da Casa Professa de S. Roque em a Cidade de Lisboa, Fizerão em a Beatificação do Beato Padre João Francisco Regis, sacerdote Professo da mesma Companhia. Lisboa: Officina de Pascoal da Sylva, 1717, pp 3-27). 

A 16 de Agosto celebra-se a Festa em Honra de São Roque. Neste ano o protocolo impunha as seguintes precedências nos actos e nos procedimentos:

“Comungão os Irmãos. No dia de Nossa Senhora [15 Agosto] ao jantar se abrem os santuarios como se custuma e porá no altar mor em lugar da Senhora hum S. Roque que vem da Casa de M.el Teyxeira de Carvalho, e da outra banda sobre outra pianha o braço que tem a sua Relíquia. Este se dá a beijar a noite a comunidade, e a Cruz do Santo Lenho e mudase a cera tirandose a de Nossa Senhora e pondosse a que os Irmãos do Santo dão, também o Senhor eisposto, no tempo da Missa, tem vesporas solenes, e assim em tudo se fará como se fez na festa de Nossa Senhora.

A vespora vai p.ª a Capela de S. Roque, o pe de prata que tem a sua Relíquia e torna a vir ao dia a tarde p.ª o Santuário | Vai o pe do S.º p. a sua Capela”.

 

A Irmandade recebe uma apostila de dez mil réis de juro, que foi doada por Manoel Teixeira de Carvalho (AH/IMSRL Doc. 7, cx. 46) 

 

Realização da escritura pública de umas casas na Praça da Palha, que João Gomes de Moura compra ao Padre João de Faria, Superior do Colégio de São Francisco Xavier, da Companhia de Jesus. 

 

A Irmandade de São Roque promove um conjunto de beneficiações na Capela de São Roque, tendo sido realizadas as obras de talha e douramento do retábulo pelo mestre Manoel Soares. A empreitada prolongar-se-ia até ao ano de 1897. 

 

Um Padrão no valor de 90 mil réis é passado a favor da Irmandade de São Roque. 

 

A benemérita Bárbara da Cunha Tinoco, viúva de Bento Teixeira Feio, tesoureiro-mor da Fazenda, doa uma apostila anual de 62$162 réis de juro aos padres da Casa Professa de São Roque, que é confirmada por decisão régia. O Padre Prepósito pede para que o juro seja registado em nome da Confraria de São Roque, com a declaração de que esse valor lhe seria entregue para ser aplicado nas despesas da festa das Quarenta Horas.  

 

É passada uma Apostila de 5.700 réis de juro à Confraria de São Roque. 

 

Lápide de pedra com a inscrição das missas obrigatórias que a Irmandade de São Roque tem de celebrar por alma de Brites da Costa e seus familiares (AH/IMSRL Doc. 10-11-12-13, cx 46).

“ESTA IRMANDADE DE S(ÃO) ROQVE HE OBRIGADA / A MANDAR DIZER NA SUA CAPELLA, Q(VE) TEM NESTA /IGEIA. DVAS MISSAS QVOTIDIANAS, Q(VE) NELLA INSTI-/VHIO D(ONA) BRITIS DA COSTA, HVA POR SUA ALMA, E DE / SEV TIO MARÇAL DA COSTA, E DE SEVS DEFVNTOS, E OVTRA PELA ALMA DESVA TIA D(ONA) M(ARI)A  DE AN- /DRADE, E SEVS DEFVNTOS, PERA O Q(VE) DEV 90 U R(EI)S / DE IVRO, POR ESCRETVRA FEITA NAS NOTAS DE LV- / IS DO COUTO T(ABELI)AM NESTA CIDADE EM 2 de 7 BRO de 1650”.

Nesse ano, os Irmãos de São Roque compram a António da Silva e sua mulher Joana de Pavia, o juro de 4$470 réis assente na Casa das Carnes da cidade de Lisboa. 

 

 

1650Lápide com a inscrição das missas quotidianas instituídas por Brites da Costa.

Dona Brites da Costa, herdeira e testamenteira de sua tia Dona Maria de Andrade, manda substituir a missa quotidiana que realizava na Igreja de Santo Eloi para a Igreja de São Roque, onde foi sepultada em Julho de 1649. O procurador dos Padres de Santo Eloi apela para que se cumprisse a primeira vontade da testadora, mas o Acordão da Relação é a favor da suplicante Brites da Costa, sendo o desembargo publicado no dia 25 Janeiro de 1650 e a sentença é passada pelo reverendo Cabido a 29 de Janeiro de 1650.

Dona Brites de Andrade é filha de Brites de Andrade e de Sebastião da Costa (escrivão da câmara de D. João III), e neta de João Antero da Costa, proprietário dos terrenos onde se edificou o Bairro Alto.

 

O Padre Balthesar Telles descreve que a lápide estava sobre a porta da Sacristia da Capela de São Roque:

“De huma pedra antiga, que está sobre a porta da Sancristia da Confraria de Sam Roque, consta haverse começado esta ermida, no Era 1506 aos 24 de Março: e que foy consagrada authoritade Apostolica com indulgencias pelo Bispo Dom Duarte e no anno de 1515, aos 25 de Fevereiro. E de outra pedra, que temos conservada na casa de Sam Roque com hum fermoso letreiro de letras Goticas, consta que no anno de 1525 se consagrou o adro da ermida com a mesma authoridade e indulgencias pello Bispo D. Ambrozio” (Balthesar Telles, “Chronica da Companhia de Iesus da Província de Portugal”, Lisboa, Paulo Craesbeek, MDCXLVII). 

Um Irmão de São Roque morre no dia 26 de Dezembro e é enterrado no número 83 (a fl. 104). (RIBEIRO, Victor, “Obituários da Igreja e Casa Professa de São Roque da Companhia de Jesus desde 1555 até 1704”, Lx.ª, Academia das Sciencias de Lisboa, 1916, p.70). 

A 1 de Janeiro inicia-se a celebração do Jubileu das Quarenta Horas, passando a Irmandade a receber um juro de 62$162 réis, que são cobrados na Alfândega da Cidade de Lisboa (AH/IMSRL Doc. 4, cx 29).

O Irmão João de Figueiredo, ferrador, Irmão da Irmandade de Nossa Senhora da Doutrina e de São Roque, morre no dia 23 de Março e é enterrado na 4.ª cova, da 4.ª ordem, com o número 67, a fl.88 - 337 (RIBEIRO, Victor, “Obituários da Igreja e Casa Professa de São Roque da Companhia de Jesus desde 1555 até 1704”, Lx.ª, Academia das Sciencias de Lisboa, 1916, p.68). 

No enunciado das Noticias eclesiásticas de Lisboa é referido que na sequência do contrato estabelecido entre as instituições, a Companhia de Jesus dá uma nova Sacristia à Irmandade. Esta nova Sacristia/Casa do Despacho situa-se atrás da capela de São Roque, no Claustro da Portaria, sendo essa obra suportada por Luís Rodrigues de Elvas, o padroeiro (benfeitor) da Capela de São Francisco Xavier.

 

 

O Irmão Luís Antunes, alfaiate, morre a 14 de Fevereiro de 1636 e é enterrado na cova número 82, a fl.103, 3, 352, da Igreja de São Roque. Na cova seguinte (número 83, a fl. 104, 353) está um Irmão que falecera a 26 de Dezembro de 1643 (RIBEIRO, Victor, “Obituários da Igreja e Casa Professa de São Roque da Companhia de Jesus desde 1555 até 1704”, Lx.ª, Academia das Sciencias de Lisboa, 1916, p.70).

Neste ano, o Padre Manuel da Veiga conclui as memórias históricas sobre a edificação da Casa Professa, suas Irmandades e a Ermida São Roque. No manuscrito são enunciadas todas as relíquias existentes, incluindo as de São Roque que são veneradas pela Irmandade.

 

A 16 de Abril, o Padre Provincial António Mascarenhas autoriza os Irmãos de São Roque a enterrarem o Irmão António Fernandes, ladrilhador, com o n.º 81, a fl. 102, 349, (da 5.ª ordem) defronte da capela do Santo. Com o número 82 (a fl. 102), 350, está enterrado Duarte da Motta, pedreiro, que falecera a 15 de Janeiro de 621 (RIBEIRO, Victor, “Obituários da Igreja e Casa Professa de São Roque da Companhia de Jesus desde 1555 até 1704”, Lx.ª, Academia das Sciencias de Lisboa, 1916, p.70).

O acordo celebrado entre os padres jesuítas e os Irmãos de São Roque é perpetuado numa lápide de pedra, que é afixada nas áreas patrimoniais afectas à Irmandade. Actualmente, a lápide encontra-se sobre a verga da porta da Casa de Despacho na Igreja de São Roque.

“A ESCRITTVRA DO CONCERTO / ENTRE OS P(ADR)ES DESTA CASA, / E OS IRMÃOS DE S(AM) ROQVE / SOBRE A SVA CAPELLA, / E SACRISTIA SE FEZ/ NA NOTA DO TABELLÃO / LOVRENÇO DE FREITAS / A 19 DE 8BRO DE 1633” 

 

1633Lápide comprovativa do acordo entre os Padres Jesuítas e os Irmãos de São Roque.

Os Irmãos de São Roque compram um Padrão de juro a Heitor da Silveira (ANTT, Filipe III, Chancelaria Régia, Doações, Livro 21).

O Irmão António Francisco, carpinteiro, e Irmão da Confraria de S. Roque, morre a 26 de Março e é sepultado na Igreja de São Roque, (número 64, a fl. 85 - 332 - na cova 4.ª, 4.ª ordem e com o número 64) (RIBEIRO, Victor, “Obituários da Igreja e Casa Professa de São Roque da Companhia de Jesus desde 1555 até 1704”, Lx.ª, Academia das Sciencias de Lisboa, 1916, p. 67).

Apostila passada à Confraria de São Roque no valor de 40 mil réis. 

 

É atribuída uma apostila de 8 mil réis à Confraria São Roque.

 

 

A 21 de Outubro é realizada a alteração financeira da Apostila de 12 mil réis, de que são usufrutuários os Juiz e Oficiais da Confraria de São Roque. Esta alteração surge após o decreto régio de 13 de Dezembro de 1614. 

 

Numa descrição sobre a Capela de São Roque é afirmadoEsta capella he da comfraria de S. Roque ē q. ate oje 30 de janeiro de 616 não está ninguem enterrado nella. (assinado) Luis Pereira”(RIBEIRO, Victor, “Obituários da Igreja e Casa Professa de São Roque da Companhia de Jesus desde 1555 até 1704”, Lx.ª, Academia das Sciencias de Lisboa, 1916, p.51).

Num documento relativo à contenda entre a Casa de São Roque e o Dom Francisco da Gama localiza-se a lápide da sagração do cemitério no muro do Adro da Peste. 

 

A 5 de Junho é instituída a Capela de missas de Martim Gonçalves da Câmara a favor da Irmandade de São Roque, cujos assentos passam a ser registados no Livro para Certidoens das Missas da Cappella Instituhída por Alma de Martim glz. da Câmara e suas tenções anexas, no período de 1773 a 1817 (AH/IMSRL Doc. 33, cx.46).

A realização do “Compromisso da Irmandade Benaventurado São Roque em a Igreja da Companhia de Jesus Ordenado pelos Irmãos desta Antiga Confraria em Lisboa o Año de M.D.C.V.”, marca um novo período de vida da instituição após o acordo celebrado com a Companhia de Jesus. A realização deste instrumento regulamentar é fundamentado pela necessidade de estimular os princípios e fervor devocional ao Santo, como manifestação dos princípios originários por parte dos confrades. O Compromisso particulariza e rege as funções e códigos de conduta dos 72 irmãos, que devem ser “pessoas honradas, virtuosas e abastadas que possam servir, favorecer e ajudar”, prestando o auxílio e assistência tanto espiritual e material aos Oficiais, Irmãos, familiares e benfeitores defuntos. As obrigações instituídas pela autoridade do Compromisso dão sentido às acções conjuntas de vida espiritual de Venerar a Relíquia; honrar todos os Irmãos e serem presentes na Igreja e Capela do Santo; participar nas celebrações do Dia do Santo (16 de Agosto); participar nas Celebrações do Dia de São Sebastião (20 de Janeiro); comungar no Dia da Festa de São Roque ou na Véspera (se estivesse envolvido na organização da Festa); realizar as Vésperas Solenes com Missa Cantada; organizar a Festa do Santo com Missa Cantada, Pregação e Veneração à Relíquia de São Roque.

Nesse ano, são colocadas as “Pedras dos luguares sanctos de Hyexusalle q[ue] Trouxe Inacio de Lima. E os deu a Confraria do Bem auenturado S. Roque – e se meterã neste Rellicario sendo elle Juiz da confraria año de 1605”, como se afirma no texto redigido num fragmento de papel, que se encontra dentro do Relicário de São Roque, executado em madeira prateada, encomenda que é feita no século XIX.

 

A Relíquia de São Roque está guardada em “um cofre de madrepérola que he da Confraria de S. Roque, tem dentro huma relíquia do mesmo Santo que he da Confraria” (BNP, Cod 207, fl.14, Reservados).

A Confraria manda executar um novo relicário em “pirâmide per modo de pivetário, com sua cruz em cima, tudo de prata. Tem uma relíquia de S. Roque, e dentro um forro de cobre, fechado, com várias relíquias, como diz o letreiro. Esta peça é da Confraria de S. Roque” (AH/B SCML, Roq. Inv. 8, fl. 8).

Num manuscrito da Companhia de Jesus são descritas diferentes relíquias de São Roque, a sua localização, forma de incorporação e propriedade.

A Relíquia de São Roque da Irmandade encontrava-se na “Capela ou na dos martyres huá pyramide de prata cõ huá reliquia de S. Roq[ue], e outras dos lugares S.tos Jerusal.  He da cõfraria de S. Roq[ue]”.

O relicário tem a forma de um braço, no qual se guarda a relíquia do Santo, tendo sido oferecido pelo oficial da Mesa, D. Duarte da Costa, importando“dez marcos de prata e com feitio ouro pedras chegou o custo a corenta mil rs”.

Dom Duarte da Costa é, pelo menos desde 1593, oficial da Mesa da confraria juntamente com Ignacio de Lima e Manuel Lourenço Soares, e é em sua casa que assinam uma das cópias do contrato das missas a celebrar por alma de Martim Gonçalves da Câmara.

 

Padrão a favor da Confraria de São Roque, no qual é nomeado o contador Gaspar Fernandes Redovalho, que também participa na elaboração do Alvará Régio de 1567 (AH/IMSRL Doc.21, cx 1).

 

Escritura de declaração e aceitação, celebrada a favor dos Irmãos de São Roque, acerca da administração de uma missa quotidiana que encomendara Martim Gonçalves da Câmara, para ser celebrada na Capela de São Sebastião, conforme o contrato que fez com os mesmos Irmãos, em 21 de Maio de 1592. A escritura é lavrada nas notas do tabelião Luís de Paiva, a 20 de Dezembro de 1594 e a pública forma passada pelo Tabelião Luiz Correa de Almeida, a 3 de Outubro de 1653 (AH/IMSRL Doc. 6, cx. 46).

O juiz da Irmandade é Ignacio de Lima e é ele que oferece as “Pedras dos luguares sanctos de Hyexusalle” que são colocadas dentro do Relicário São Roque. 

 

A sagrada Relíquia de São Roque encontra-se guardada num “cofre de madepérola da confraria de S. Roque. (…); a relíquia do mesmo Santo, que é da Confraria…” como se descreve num registo da Companhia de Jesus (AH/SCML, Roq. Inv. 3, fl. 3).

O Padre Geral, Claudio Aquaviva, descreve minuciosamente a constituição da Casa Professa no texto “Livro P.º da Historia da fundação, e progresso da casa de S. Roque feita ē Março de 1574. e reuista, acrecentada, e proseguida em o fim de Dezembro de 1587” (BPN, COD 4491, Reservados), incluindo uma descrição histórica sobre a constituição da Ermida e, sobre as Relíquias de São Roque, localiza-as no templo e descreve a sua forma de incorporação e propriedade. 

Francisco Matos realiza o revestimento azulejar para a Capela de São Roque. A obra cerâmica é caracterizada pela inserção da iconografia alusiva aos atributos de São Roque (cão com pão na boca e um bordão).

Neste ano é realizada a escritura de doação de uma casa na Rua do Norte (no Bairro Alto de São Roque), propriedade de Dona Isabel de Carvalhais a favor da Irmandade de São Roque, para que esta celebre para sempre uma missa na Sexta-feira Santa e mais quatro missas nos dias de Nossa Senhora, por alma do marido Pedro Fajardo e de sua filha, Brites (AH/IMSRL, Doc. 9, cx. 31).

 

O Papa Gregório XIII concede um Privilégio à Irmandade de São Roque, atribuindo-lhe as mesmas graças e privilégios que gozava a Archiconfraria da Caridade de Roma, instituída em 1519.

A solicitação parte do procurador da confraria Emanuelem Lourenço Suarez (Manuel Lourenço Suarez) e o pedido fica registado na documentação da Irmandade de San Girolamo, da cidade de Roma. O documento emanado de Roma é uma marca distintiva para o exercício da prática evangélica que a comunidade cristã de São Roque deveria cumprir, distinguindo-se assim pelo exemplo de fraternidade e de dedicação aos outros: dar sem esperar nada em troca. Este é o vínculo que marca a associação espiritual, caritativa e de comunhão entre as duas instituições.

A partir deste momento é declarado que a confraria passa a ter o ónus de duas libras de cera e a participação das indulgências “Aggregavit societatem Sancti Rochi in ecclesia Sancti Rochi Societatis Jesus cum participatione indulgentiarum quam petiit D. Emmanuel Suares cum annua recognitione librarum duarum cere laborate quolibet anno persolvendum in festo Sanct Hieronimi et mandarunt expediri literas pro forma extra muros civitatis Ulixbonensis” (“San Rocco di Lisbona e San Girolamo di Roma”, carta 119 v del medesimo tomo 222, Archivio di Stato di Roma)

 

 

1583Privilégio de Associação da Confraria de São Roque à Arquiconfraria da Caridade de Roma. Pergaminho iluminado.

Carta de padrão a favor da Confraria de São Roque.

 

O cavaleiro Diogo Telles deixa uma esmola de 40 mil réis à Confraria de São Roque.

 

A obra da Igreja de São Roque encontra-se bastante avançada.

No “Livro primeiro de tombo das propriedades foreiras à Câmara desta muy insigne cidade de Lisboa” estão descritas algumas das propriedades existentes perto da Casa Professa de São Roque.

 

Alvará régio que concede à Irmandade de São Roque uma esmola de 13 mil réis ano, na sequência da entrega da Casa e Quintal à Companhia de Jesus (AH/IMSRL Doc.21, cx 1).

 

Conclusão da portaria da Igreja que segundo descrição coeva “he pequena, he muito graciosa. Tem sete capelas e três casas pera os padres. Poderemos ter feita a terça parte da Igreja e ficavão por fazer duas partes ou mais. Temos feito 40 e 3 cobicolos a ser aposento dos noviços que hé huma casa grande e três cobiculos. Teremos ainda por fazer mais de hum terço do edifício. Temos duas cisternas muito boas de que tínhamos grande necessidade polla muita falta que há neste bairro de água” (“Fundação e Progressos da Casa Professa de São Roque,1560?”, ARSI, Lusitânia 82, fls 101 e 101v., Brotéria)

Realiza-se a escritura (24 de Maio) da doação da Casa e Igreja antiga da Irmandade à Companhia de Jesus. 

Sentença cível entre o Vigário e Beneficiados da Igreja de Santa Justa contra os Mordomos de São Roque, acerca da obrigação que os padres de Santa Justa têm de pagar todos os anos no dia de São Roque, para cantar as vésperas e oficiarem a Missa, por esta ser uma das Capelas que é anexa à freguesia apesar de ficar fora dos muros da cidade (AH/IMSRL Doc. 4, cx 46).

 

Início da ampliação da Ermida com a construção de “um corredor estreyto com oito cubiculos na parte superior e algumas casas por bayxo, com que poderam de algum modo respirar e ter algum allivio nos apertos em que viviam. Remediados estes como puderam, trattaram logo de estender a ermida pera dar lugar aos grandes auditórios que a ella concorriam, o que fizeram dispondo a ermida, tomada ao comprido, que era do Oriente a Poente, ficasse servindo de cruzeyro e capella-mor, e que de Norte a Sul se acrescentassem em comprimento oitenta palmos, que corriam do lugar onde hoje está o púlpito até à porta que agora he a principal da igreja” (“História dos Mosteiros Conventos e Casas Religiosas de Lisboa”, 1962, p.222)

 

A Confraria de São Roque recebe um Alvará Régio (1 de Março), no qual lhe são atribuídos seis mil réis de indeminização por não poder ter caixas de esmolas, nem realizar peditórios no templo, agora sob a propriedade da Companhia de Jesus. A única excepção é poder receber a jóia ou anual (esmola) que os confrades pagavam na missa do seu compromisso. 

 

A 30 de Setembro é passada a Provisão régia da entrega da Ermida de São Roque da Irmandade de São Roque à Companhia de Jesus.

 

 

No primeiro Domingo de Outubro de 1553 realiza-se a cerimónia oficial da entrega da Ermida à Companhia de Jesus, com a celebração de uma Missa Solene pelo Padre Jerónimo Nadal, Comissário-Geral da Companhia de Jesus na Província de Espanha. 

 

 

A Companhia de Jesus inicia os seus ministérios, missas, pregações, confissões e comunhões, mas rapidamente a Ermida se torna pequena demais para acolher a imensidão de fiéis que aí se dirigia para ouvir a palavra divina, tendo que permanecer no exterior do templo. Junto à Ermida existiam umas casas térreas, uma em que se “recolhia o capellam do Sancto e o ermitam, e outra que servia a alguma pessoa devota que vinha fazer novena ao Sancto” (“História dos Mosteiros Conventos e Casas Religiosas de Lisboa”, 1962, p.220).

No “Summario em que brevemente se contem algumas cousas assim ecclesiasticas como seculares que ha na cidade de Lisboa”, o Padre Cristovão de Oliveira descreve a cidade nas suas múltiplas valências e dimensões comercial, assistêncial e institucional. Na exposição sobre o universo espiritual são identificadas as seguintes confrarias de invocação de São Roque:

- Freguesia N.ª Senhora dos Mártires
Igreja dos Mártires
(….) a confraria de São Roque.

- Freguesia de S. Miguel
Igreja de São Miguel
(…) a confraria de São Roque

- Ermida São Roque
A Ermida de São Roque está na freguesia de Santa Justa. Tem confraria do mesmo Santo. Valem as esmolas cincoenta cruzados

- Mosteiro do Carmo
(…) a confraria de São Roque”.

A obra é impressa em 1554 ou 1555, o que nos leva a afirmar que a confraria de São Roque, sediada no Mosteiro do Carmo, corresponde à instituída pelo grupo de Carpinteiros de Machado que em 1553 sai dissidente da confraria estabelecida na Ermida de São Roque. Na Igreja de São Miguel são instituídas as confrarias do Santíssimo, São Miguel, Nossa Senhora, Espírito Santo, São Roque, Santa Ana, Santa Catarina e São Sebastião, rendendo de esmolas 300 cruzados. 

No decurso das obras no Mosteiro da Trindade, D. João III autoriza a abertura na muralha fernandina de um postigo de acesso ao Loreto e São Roque (AML, Chancelaria Régia, Livro III de D. João III, doc. 27, PT/AMLSB/AL/CMLSB/ADMG-E/02/0893).

Entrada da Companhia de Jesus em Portugal.

Consagração do adro da Ermida de São Roque pelo Bispo de Rociona, D. Ambrósio Brandão e, a perpetuar esta cerimónia, é realizada uma lápide com a seguinte inscrição:

“Adro da peste co(n)sagrado p(er)/ ma(n)dado del rej noso S(enh)or e(m)/ xxiiij de majo de j bc xxbij p(er) o / b(is)po do(m) a(m)brosio co(m) i(n)dullge(n)cias”.

 

 

1527Lápide da consagração do adro da ermida, pelo Bispo de Rociona, D. Ambrósio Brandão.

Aforamento da Herdade de Pão (escritura realizada a 12 de Janeiro) feita pelo Convento de São Domingos de Lisboa a Diogo Fernandes e, que, no ano de 1558, será vendida aos padres da Companhia de Jesus.

Tratava-se de uma “terra de paão que jaz jumto da hermyda de Sam roque da dita cidade que levava vimte alqueires de triguo de semeadura pouco mais ou menos e parte da bamda do Sull com a barbacaa dos muros da dita cidade, (…)”.

Os novos surtos de peste que ocorrem em Lisboa, levam o rei D. João III a estabelecer dois novos cemitérios para que “os mortos dos ares de peste se lancem fora dela (…); um na erdade q(ue) esta fora do postigo de sam vicente, sobre samta mª do paraíso, e outº na q(ue) esta sobre San Roque” (AH/CML, Liv.º I do Provimento da Saúde, Almeirim, 11 Abril de 1523).

 

 

1523Nascimento de São Roque [primeira das quatro Tábuas da Vida de São Roque que constituíram o retábulo da primitiva Ermida de São Roque], Jorge Leal / Cristovão de Utreque (?), c. 1520, óleo sobre madeira, IMSRL

A celebração do contrato de aforamento da Vila Nova de Andrade marca o recomeço de uma nova fase de aforamento urbano e de expansão do Bairro Alto de São Roque.

 

A 25 de Fevereiro, a Ermida de São Roque é consagrada pelo Bispo D. Duarte, também bispo de Dume, com funções na zona de Bragança e, a assinalar este solene acto, é lavrada uma lápide em material pétreo com a seguinte inscrição:

“na era de mjl e bc e bj aos xxiiii : / dias de m(ar)ço se adificou esta ca-/ sa de sam Roque (e) na era de mjl / bc e xb aos xxb dias de feuer(ei)º / se co(n)sagrou polo b(is)po do(m) duar-te e o dito b(is)po outrogo(u) p(er) autorida - /de apostolica e(m) cada hu(m) an(n)o aos xx /b d(ias) de f(euerei)rº R d(ias) de vera e(n) – dulige(n)cia / s(n)do aloy pi(rez) mordomo”.

 

 

1515Lápide da consagração da Ermida de São Roque, pelo Bispo D. Duarte.

Em 15 de Dezembro é realizada a escritura da Vila Nova d’Andrade pelo tabelião Braz Afonso. Este é um novo tempo de urbanização do Bairro Alto, num projecto mais abrangente e que se inicia em 1498, sob determinação régia, para a constituição de uma nova parte da cidade, sob um moderno desenho urbano, consubstânciado numa inovadora malha de loteamento em quarteirões e alinhamento de ruas, de novas técnicas construtivas e arquitectónicas como a supressão de balcões, balcoadas para assegurar uma maior segurança e amplitude viária. Assim, de 1498 a 1503, o plano constrói-se a partir da linha de costa junto ao rio Tejo e sobe a encosta até às Portas de Santa Catarina (actual Largo do Camões). O novo período urbanístico, iniciado em 1513, corresponde à malha que se estende para norte da Rua do Loreto em direção ao Bairro Alto, numa planimetria de quarteirões que se desenvolvem numa grelha com dimensões que se aproximam ao duplo quadrado.

As Relíquias chegam a Lisboa e são recebidas pelo “Augustissimo Rey, da Corte e de todo o mais povo, com grande devaçam e confiança, que o santo largamente ao diante remunerou” (TELLES, Baltasar, “Chronica da Companhia de Jesus na Província de Portugal e do que fizeram nas conquistas deste Reyno os religiosos que na mesma província entraram, nos annos em que viveu Sancto Ignacio de Loyola”, Lisboa, Paulo Craesbeeck, 1645-1647).

A 20 de Março deste ano, a Confraria de São Roque recebe, por doação perpétua e irrevogável do Mosteiro de São Domingos da cidade de Lisboa, uma terra e herdade para edificar “a Igreja com sua alpendorada e dedicada ao Bemaventurado São Roque” (AH/IMSRL Doc. 8, cx 31). A Ermida é edificada à custa dos devotos e, entre estes, os homens de mester de Carpinteiros de Machado da Ribeira das Naus (FREITAS E AZEVEDO, “Memorias Históricas da Real Irmandade do Gloriozo S. Roque dos Carpinteiros de Machado. Estabelecida na sua Capela do Real Arsenal da Rib.ª das Naus 1781”, Arquivo Histórico da Marinha).

  

 

A 24 de Março de 1506 inicia-se a construção da Ermida de São Roque numa colina de Lisboa, fora da cerca Fernandina, junto do cemitério de pestíferos. Esta é a primeira ermida e confraria de São Roque que se edificou em Portugal, com altar para a exposição da Relíquia que acontecia nos momentos de peste, de jubileo e na festa do Santo. Foi designada por primaz, merecendo o reconhecimento e tendo o exclusivo de realizar a festa do Santo no dia 16 de Agosto, sem que as outras confrarias pudessem celebrá-lo nesse dia sem consentimento do juiz e dos mordomos da confraria, como é afirmado no Compromisso da Irmandade (1605). Esta decisão é igualmente arrogada pela Confraria da Corte (que da anterior se afastou), e por isso estes confrades fazem a festa ao Santo no domingo seguinte (BNP, “Historia da Fundaçam, e progresso da Casa de Sam Roque E Padres e Irmãos de notauel exemplo E uirtudes que nella Faleçerã ou Frutificarã E cousas mais notaueis cõforme à ordē de N. Pe Geral Claudio Aquauiua E começado Anõ de 1553. Livro P.º da Historia da fundação, e progresso da casa de S. Roque feita ẻ Março de 1574 e reuista, acrecentada, e proseguida em o fim de Dezembro de 1587”, Cod 4491).

O início do reinado de D. Manuel fica marcado pelos vários ciclos de peste e a população, atingida por doença súbita, desamparada pela angústia de não ter quem lhes garantisse gestos de caridade e socorro, descobre na figura de Roque de Montpellier, um exemplo de dedicação aos outros e de caridade, sendo tomado como patrono.

Com a República de Veneza, e apesar das desconfianças e rivalidades, são firmadas relações entre D. Manuel I e o Doge de Veneza, Leonardo Loredan, que permitiram que as relíquias de São Roque viessem de Veneza até Lisboa.

 

Instituída em 1506, a Confraria de São Roque recebe, por doação perpétua e irrevogável do Mosteiro de São Domingos da cidade de Lisboa, uma terra e herdade para edificar «a Igreja com sua alpendorada e dedicada ao Bemaventurado São Roque». Nesse primeiro tempo surge o nome de um Oficial da Mesa com funções de mordomo - Ant.º [dslz’] Fereire -, morador na Rua Nova d’el Rei.

Um século mais tarde, e já possuindo uma nova área de culto - a Capela de São Roque -, com a sua Sacristia/Casa do Despacho, na Igreja de São Roque da Companhia de Jesus, a Irmandade firma em Compromisso de 1605, com as normas e funções da sua missão, regulando o códigos de conduta dos 72 irmãos e oficiais, cujo perfil deveria ser de «pessoas honradas, virtuosas e abastadas que possam servir, favorecer e ajudar».

O ato eleitoral para eleger os órgãos da Mesa realizava-se no espaço da Capela de São Roque, no segundo Domingo de Janeiro (após o dia de São João Evangelista, a 27 de Dezembro). O nome dos Irmãos e Confrades fazia parte de um rol que era entregue ao Andador, o qual convocava por «recado dado» a cada elemento para se apresentarem na Sacristia da Capela de São Roque. No dia da votação, os Irmãos tinham de chegar antes das duas horas da tarde à Capela para assim se dar inicio à cerimónia eleitoral. O local de oração era simultaneamente o cenário modelo para um compromisso de vida e de dedicação, cada irmão era convocado para em comunidade passar a realizar gestos de caridade: de dar e de receber. Para assumir esse enlaço vinculativo, a Capela era o local sagrado de testemunho e na qual era colocada a mesa da confraria, onde se procederia à formalização dos atos oficiais, com o auxílio do livro de Compromisso e o Livro de Assentos dos Irmãos.

A cerimónia iniciava-se com a leitura do capítulo segundo do Compromisso, referente à “Eleição dos Irmãos”. Terminada a leitura, os Oficiais retiravam-se da Capela ficando apenas o Provedor e o Escrivão. Depois, aproximavam-se um a um e nomeavam cinco nomes, para os sete cargos de Provedor, Escrivão, Arrecadador das Esmolas, Procurador e três Mordomos da Capela. O ato era finalizado com o juramento dos eleitos que colocam a mão sobre o Compromisso. O mandato era anual.

Os oficiais da Mesa tinham funções específicas na orgânica da instituição, e deviam pugnar pelo cumprimento escrupuloso das cláusulas consignadas no Compromisso, designadamente: Venerar a Relíquia; Honrar todos os Irmãos e serem presentes na Igreja e Capela do Santo para participarem nas celebrações do Dia do Santo (16 de Agosto); participar nas Celebrações do Dia de São Sebastião (20 de Janeiro); comungar no Dia da Festa de São Roque ou na Véspera (se estivesse envolvido na organização da festa); realizar as Vésperas Solenes com Missa Cantada; organizar a Festa do Santo com Missa Cantada, Pregação e Veneração à Relíquia de São Roque.

Se o irmão tivesse algum impedimento e não cumprisse com a sua obrigação, eram novamente chamados os irmãos eleitores e juntos, elegiam um outro irmão.

Em 1727, a eleição realizou-se a 31 de Agosto, por voto dos «eleitores que se assentou fossem os irmãos mais antigos que tem a irmandade athe seis, e assim corresse a roda anualmente por toda a Irmandade pera todos por sua antiguidade se empregassem no serviço do Glorioso Santo» (AH/IMSRL Doc. 14, cx 2). Aos Irmãos da Mesa também competia contribuir «com o maduro de meia moeda de ouro» para financiar as celebrações em honra de São Roque.

No ano de 1756, e na sequência do Terramoto que destruiu Lisboa no ano anterior, não se realizou a eleição e os Oficiais de Mesa com os cargos mais relevantes (Tesoureiro e Escrivão) mantêm-se em funções nos anos seguintes. O livro de Assentos de Termo de Posse só é novamente preenchido no ano de 1762.

A Reforma dos Estatutos da Irmandade de São Roque ocorrerá na sequência da instauração da República, em sessão de Junta Grande da Irmandade, a 24 de Dezembro de 1911, com a aprovação do Governo Civil de Lisboa, em 26 de Junho de 1913. A Irmandade manteve o espírito cultual, mas a Mesa passou a ser constituída por sete elementos.

A nova aprovação dos Estatutos da Irmandade realiza-se na Assembleia-Geral de 9 de Dezembro 1934, com aprovação pelo Governo Civil de Lisboa a 18 de Julho de 1935.

Segue-se a alteração aos Estatutos no ano de 1960 e em 1978, os novos Estatutos substituem o documento de 1934.

Em 1990, são aprovados os novos estatutos da Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa.

A fusão da Irmandade da Misericórdia de Lisboa (1498) permitiu transformar a Irmandade de São Roque (meramente cultual) na atual Irmandade da Misericórdia e de São Roque.

De 2006 a 2010 são aprovadas sucessivas alterações aos Estatutos.

Em 2011, a Assembleia-Geral aprova um novo Compromisso e Estatutos da Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa. Estes estatutos marcam a fusão da Irmandade da Misericórdia (1498) e da Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado (1581) na Irmandade da Misericórdia e de São Roque.

 

(Assembleia Geral de 15-07-2013)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Primeiro Irmão Vice-Provedor Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho 
Segundo Irmão Vice-Provedor António Balcão Reis 
Mesários

José Tomaz Ferreira, Maria Luísa Guterres Barbosa Colen, Elizabeth Teixeira Antunes Teixeira, Manuel Tomás Mateus da Silva Garcia, Custódio Joaquim Braz, Luís Manuel Mendes da Silva Pires de Oliveira, OFM, António Pais Agostinho Homem, Martinha Maria Mendes Soeiro Tomaz 

Mesários Suplentes Carlos Alberto Restani Graça Alves Moreira, Ana Paula Matos Barros

(De 21-02-2011 até à Assembleia Geral de 15-07-2013)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Primeiro Irmão Vice-Provedor Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho 
Segundo Irmão Vice-Provedor António Balcão Reis 
Mesários José Tomaz Ferreira, Maria Luísa Guterres Barbosa Colen, Elizabeth Teixeira Antunes Teixeira, Manuel Tomás Mateus da Silva Garcia, Custódio Joaquim Braz, Luís Manuel Mendes da Silva Pires de Oliveira, OFM, António Pais Agostinho Homem, Gonçalo Rodrigues Cadete 
Mesários Suplentes Rui Pedro Mesquita Ventura, Martinha Maria Mendes Soeiro Tomaz 

(Assembleia Geral de 19-04-2009)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Irmão Vice-Provedor Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho 
Mesários Ana Campos Reis Martinho Lopes, Francisco D’Orey Manoel, José Tomaz Ferreira, Mário Rui Domingues Lopes André, Maria Luísa Guterres Barbosa Colen, José da Mata de Sousa Mendes, Elizabeth Teixeira Antunes Teixeira, Manuel Tomás Mateus da Silva Garcia, Custódio Joaquim Braz 
Mesários Suplentes Luís Manuel Mendes da Silva Pires de Oliveira, OFM, António Pais Agostinho Homem

(Assembleia Geral de 16-01-2008)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Irmão Vice-Provedor Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho 
Mesários Ana Campos Reis Martinho Lopes, Ana Mafalda Roquette de Quadros Ferro, Francisco D’Orey Manoel, José Tomaz Ferreira, Mário Rui Domingues Lopes André, Maria Luísa Guterres Barbosa Colen, Maria Irene Costa David 
Mesários Suplentes José da Mata de Sousa Mendes, Maria Carlota de Bragança Pereira da Silva Mantero 

(Assembleia Geral de 28-03-2007)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Irmão Vice-Provedor Manuel Inácio Antunes Pinto 
Mesários Ana Campos Reis Martinho Lopes, Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho, Luís Manuel Baptista da Silva Moreira, Francisco D’Orey Manoel, José Tomaz Ferreira, Mário Rui Domingues Lopes André, Maria Catarina Palma Fialho, Ana Mafalda Roquette de Quadros Ferro 
Mesários Suplentes Maria Luísa Guterres Barbosa Colen, Maria Irene Costa David 

(Assembleia Geral de 19-03-2006)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Irmão Vice-Provedor Manuel Inácio Antunes Pinto 
Mesários Ana Campos Reis Martinho Lopes, Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho, Luís Manuel Baptista da Silva Moreira, Francisco D’Orey Manoel, José Tomaz Ferreira, Mário Rui Domingues Lopes André, Maria Catarina Palma Fialho
Mesários Suplentes Ana Mafalda Roquette de Quadros Ferro, Álvaro Joaquim Fernandes 

(Assembleia Geral de 12-12-2004)

Irmão-Provedor Pedro António José Bracourt Pestana de Vasconcelos 
Irmão Vice-Provedor Manuel Inácio Antunes Pinto 
Mesários Ana Campos Reis Martinho Lopes, Mário do Nascimento Vieira Pinto Coelho, Luís Manuel Baptista da Silva Moreira, Francisco D’Orey Manoel, José Tomaz Ferreira, Mário Rui Domingues Lopes André, Gaspar da Mota Gaspar 
Mesários Suplentes Maria Catarina Palma Fialho, Álvaro Joaquim Fernandes 

Provedor Pe. António Fernando de Jesus Pereira dos Reis, S.J. 
Vice-Provedor Rui Manuel Fernandes de Matos 
Tesoureiro Berta Clara Veiga Nunes Carvalho 
Secretário Maria Cecília Guerreiro Almeida Coelho 
Vogal Maria Amélia Gomes Nunes Ferreira 
1º Suplente Ana Paula Simões de Matos 
2º Suplente Luís Cerqueira 

Provedor Pe. António Fernando de Jesus Pereira dos Reis, S.J. 
Vice-Provedor Manuel Nunes Ferreira 
Tesoureiro Eurico Augusto Martins 
Secretário Maria Cecília Guerreiro Almeida Coelho 
Vogal Maria Amélia Gomes Nunes Ferreira 
1º Suplente Carla Lamas Martins 
2º Suplente Berta Clara Veiga Nunes Carvalho 

Mesa da Assembleia Geral
Presidente Rui Manuel Fernandes de Matos 
1º Secretário Alfredo Gomes de Pinho 
2º Secretário Maria Teresa Pilro de Oliveira 

 

Mesa Administrativa
Irmão-Provedor Manuel Nunes Ferreira 
Vice-Provedor Luís Filipe Almeida Dias 
Secretário Maria Paula Falcato Beja Lopes 
Tesoureiro António Bastos e Silva 
Vogal Eurico Augusto Martins 
1º Suplente José Ceia Garção 
2º Suplente Maria Cecília Gonçalves 
Reverendo Assistente Eclesiástico Padre António Reis, S.J. 

Provedor António Jesus Batalha Pereira 
Secretário José Alves Pinto
Tesoureiro José Fernandes Peres 
Procurador Armando dos Santos Loureiro 
Vogais Francisco Marques, Aurélio Pinheiro Henriques, Luís Filipe Almeida Dias 

Provedor José Luís Batalha Pereira 
Secretário José Alves Pinto
Tesoureiro Frederico da Encarnação Oliveira 
Procurador António Ferreira Horta 
Vogais António da Costa Horta, António Rodrigues Calvet de Magalhães, Francisco Marques 

Provedor Honorário Joaquim Júlio Pereira 
Mesários António Cruz Morais, Eduardo da Cunha e Costa, Marcelino Carlos Cruz, Eugénio Marques de Almeida e Silva 

Provedor José Guilherme de Mello e Castro 
Provedor Assistente Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Escrivão José Luís Batalha Pereira 
Tesoureiro Rui Pragana Martins
Vice-Tesoureiro José Manuel Silveira Cruz Morais 
Procurador-Geral Joaquim Júlio Pereira 
Vice-Procurador-Geral António Jesus Batalha Pereira 
Mordomos Tomás Duarte da Câmara de Oliveira Dias, António Ferreira Horta, António da Costa Horta

Provedor José Guilherme de Mello e Castro 
Provedor Assistente Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Escrivão José Luís Batalha Pereira 
Tesoureiro Rui Pragana Martins
Procurador-Geral Joaquim Júlio Pereira 
Vice-Procurador-Geral António Jesus Batalha Pereira 
Mordomos António Ferreira Horta, António de Sousa Calvet de Magalhães 

Provedor José Guilherme de Mello e Castro 
Provedor Assistente Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Escrivão José Ricardo Rodrigues Miguéis 
Vice-Escrivão José Luís Batalha Pereira 
Tesoureiro António da Cruz Moraes 
Vice-Tesoureiro Rui Pragana Martins 
Procurador-Geral Joaquim Júlio Pereira 
Vice-Procurador-Geral António Jesus Batalha Pereira 
Mordomos Francisco Rodrigues Migueis, António Ferreira Horta, António de Sousa Calvet de Magalhães

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis, António Ferreira Horta 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis, António Ferreira Horta 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António de Souza Calvet de Magalhães, Francisco Rodrigues Miguéis 
Vogal da Mesa António Ferreira Horta 
Secretário Joaquim Júlio Pereira

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António Ferreira Horta, Francisco Rodrigues Miguéis, Sabino do Rego Galamba
Secretário Joaquim Júlio Pereira 
Andador Florêncio Fernandes 

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal António Ferreira Horta, Francisco Rodrigues Miguéis, Sabino do Rego Galamba
Secretário Joaquim Júlio Pereira 
Andador Florêncio Fernandes 

Juiz Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Secretário Joaquim Júlio Pereira 
Tesoureiro António da Cruz Morais 
Vogal Francisco Rodrigues Miguéis, Sabino do Rego Galamba, António da Costa e Horta, Teodoro Lopes, Francisco Rodrigues Miguéis 
Procurador-Geral Joaquim Júlio Pereira
Mesário Honorário/Juiz Perpétuo Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Secretário Perpétuo Marcelino Carlos Costa 
Andador Tobias Cardoso 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Tesoureiro Eugénio Marques de Almeida e Silva 
Vogal Joaquim Júlio Pereira, António Ferreira Horta 
Escrivão Marcelino Carlos Cruz 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Tesoureiro Eugénio Almeida e Silva 
Vogal Joaquim Júlio Pereira 
Escrivão Marcelino Carlos Cruz 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Tesoureiro Eugénio Almeida e Silva 
1º Escrivão Marcelino Carlos Cruz 
Vogal Joaquim Júlio Pereira, Sabino Cândido Rego Galamba 
Suplentes Teodoro Lopes Ramos, António Ferreira Horta 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Tesoureiro Eugénio Almeida e Silva 
1º Escrivão Marcelino Carlos Cruz 
Vogal Joaquim Júlio Pereira, Sabino Cândido Rego Galamba 
Suplentes Teodoro Lopes Ramos, António Ferreira Horta 

Provedor Honorário Joaquim Júlio Pereira 
Mesários António da Cruz Morais, Eduardo da Cunha e Costa, Marcelino Carlos Cruz, Eugénio de Almeida e Silva

Vogal Joaquim Júlio Pereira 
  • Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa Picoas
Secretário  Marcelino Carlos Cruz 
Tesoureiro Eugénio Marques d’ Almeida e Silva 
Vogais Joaquim Júlio Pereira, Sabino Cândido do Rego Galamba 
Suplente Pe. Manuel Simões, Teodoro Lopes Ramos 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa 
Assistente  Marcelino Carlos Cruz 
Tesoureiro Teodoro Lopes Ramos
1º Secretário Acácio Augusto Villar 
2º Secretário Sabino Cândido do Rego Galamba 
1º Procurador Joaquim Júlio Pereira 
2º Procurador Pe. Manuel Simões

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Vice Juiz/Assistente  Marcelino Carlos Cruz 
Tesoureiro Teodoro Lopes Ramos
1º Secretário Acácio Augusto Villar 
2º Secretário Sabino Cândido do Rego Galamba 
1º Procurador Joaquim Júlio Pereira 
2º Procurador Pe. Manuel Simões

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
Vice Juiz/Assistente  Marcelino Carlos Cruz 
Tesoureiro António Maria Antunes 
1º Secretário Acácio Augusto Villar 
2º Secretário António Joaquim Sá Dias 
1º Procurador Joaquim Júlio Pereira 
2º Procurador Augusto Manuel T. Castanheira de Moura 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
1º Secretário Marcelino Carlos Cruz 
2º Secretário Pe. António Corrêa Ferreira da Motta
Tesoureiro António Maria Antunes 
1º Procurador Joaquim Júlio Pereira 
2º Procurador António Joaquim Sá Dias 

Juiz Eduardo da Cunha e Costa (Picoas) 
1º Secretário Marcelino Carlos Cruz 
2º Secretário Pe. António Corrêa Ferreira da Motta
Tesoureiro António Maria Antunes 
1º Procurador Joaquim Júlio Pereira 
2º Procurador António Joaquim Sá Dias 

Juiz José Dias Sobral 
Assistente Carlos Gomes Costa 
Tesoureiro António Joaquim de Sá Dias Júnior 
1º Secretário Raimundo Joaquim Loureiro 
2º Secretário (vago por falecimento) 
1º Procurador Agostinho Rodolfo Sedrim 
2º Procurador Carlos Augusto Gregório Nascimento Luís 

Secretário Raymundo Joaquim Loureiro 
Tesoureiro António Joaquim Sá Dias 

Juiz José Francisco Garcia Diniz

[Junta Grande da Irmandade]

Juiz José Ferreira Garcia Diniz
Assistente Carlos Gomes Costa 
Tesoureiro António Joaquim Sá Dias Júnior 
1º Secretário Raimundo Dias Loureiro
1º Procurador Agostinho Redolfo Sedrim
Mordomo Carlos Augusto Gregório Nascimento Luís 

Assistente José Ferreira Garcia Diniz
1º Escrivão Raymundo Joquim Loureiro
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 
Tesoureiro João Baptista Ferreira 
Procurador Agostinho Rodolfo Sedrim

Assistente José Ferreira Garcia Diniz
1º Escrivão Raymundo Joquim Loureiro
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 
Tesoureiro João Baptista Ferreira 
Procurador Agostinho Rodolfo Sedrim

Assistente José Ferreira Garcia Diniz
1º Escrivão Raymundo Joquim Loureiro
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 
Tesoureiro João Baptista Ferreira 
Procurador Agostinho Rodolfo Sedrim

Assistente José Ferreira Garcia Diniz
1º Escrivão Raymundo Joquim Loureiro
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 
Tesoureiro João Baptista Ferreira 
Procurador Agostinho Rodolfo Sedrim
Mordomos Macedónio das Neves Carvalho; Filippe Joze da Silva

Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e Silva 
1º Escrivão Raymundo Joquim Loureiro
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 
Tesoureiro João Baptista Nery 
Procurador Agostinho Rodolfo Sedrim
Mordomos João Elizario de Macedo, Thiago Egídio da Paz, João Cândido Barata, Ernesto Ângelo 

Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e Silva 
Tesoureiro Joaquim José Teixeira 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 
1º Escrivão Agostinho Rodolfo Sedrim
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 

Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e Silva 
Tesoureiro Joaquim José Teixeira 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 
1º Escrivão Agostinho Rodolfo Sedrim
2º Escrivão Candido de Lemos Bello 

Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e Silva 
Tesoureiro Joaquim José Teixeira 
1º Escrivão Agostinho Rodolfo Sedrim

Tesoureiro Joaquim José Teixeira 
Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e Silva 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 
1º Escrivão Agostinho Rodolfo Sedrim

Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e Silva 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 

Tesoureiro Jose Pinheiro de Mello 
Assistente Luiz Augusto M. Pimentel 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 
1º Escrivão Antonio José da Costa 
Mordomos Bento dos Santos Gonçalves Pedro Feliciano da Conceição, Agostinho Rodolfo Sedrim, Antonio S. Luzio Casemiro 

Tesoureiro Jose Pinheiro de Mello 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 
1º Escrivão Antonio Jose de Castro 
Mordomos Joaquim Jose Pereira, João Filipe Silva 

Tesoureiro Luiz Antonio Caldeira 
Escrivão João Lourenço Fernandes Mattos 

Presidente da Mesa Abade de Castro 
  • Luiz Bastos
  • Jose Vitor Caldas
  • Eduardo Frederico da Fonseca e Sousa
  • Lourenço Jose de Carvalho
  • Dionisio Pedro

Tesoureiro Dionizio Pedro Capellini 
Assistente Luiz Augusto Montes Pimentel e P. 
Procurador Antonio Rafael da Cruz Nervi 
1º Escrivão Francisco Fernandes Couto 

Tesoureiro Dionizio Pedro Capellini 
Assistente Abade de Castro
Procurador Jose Victor Caldas 
1º Escrivão Antonio M.ª Rollim Caruço 

Presidente da Mesa Antonio José da Costa 
Tesoureiro André Gomes de Castro 
Assistente Abade de Castro
Procurador Jose Victor Caldas 
1º Escrivão Antonio M.ª Rollim Caruço 
Mordomo Francisco de Paula Alves

1º Escrivão Antonio José da Costa
  • Antonio Maria Rolim Caruço
  • Andre Gomes de Castro
  • Jose Garcia da Costa 

Presidente Antonio Jose da Costa 
1º Escrivão Francisco Antonio Xavier Todi
2º Escrivão Antonio Maria Rollim Caruço 
Tesoureiro João Guardana 
Procurador Bernardo Oliveira dos Santos 

1º Escrivão Francisco Antonio Xavier Todi
Pocurador Joaquim Jose Pereira 
Andador Antonio Dias 
Irmão Consultor Marquez de Pombal 

Presidente Bernardino José da Silva
Pocurador Joaquim Jose Pereira 
Escrivão José Francisco da Silva 
Escrivão Francisco Antonio Xavier Todi 

Escrivão da Mesa Jose Francisco da Silva 
Tesoureiro João Jordani 
Procurador Joaquim Jose da Costa Pereira 
Armador da Capela Joaquim Jose Pereira 

Presidente Antonio Jose da Costa
1º Escrivão (interino) Antonio Maria Rollim Caruço 
Tesoureiro Lourenço D. Dias do Rosario 
Procurador Fernando José da Silveira 
Escrivão Pe. Tranquilino da Salvação (da Capela da Real Irmandade) 
Assistente Jose Manoel Severo Aureliano Barbosa 

Escrivão da Mesa Pe. Tranquillino da Salvação 
Tesoureiro João Jordani 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Visconde de Castellões 
Trabalho de escritório Antonio Fernandes Couto 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, Caetano Jordani, Jose Fernandes dos Santos

Escrivão da Mesa Pe. Tranquillino da Salvação 
Tesoureiro João Jordani 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Visconde de Castellões 
Armador Joaquim Jose Pereira 
Trabalho de escritório Antonio Fernandes Couto 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, Caetano Jordani

Escrivão da Mesa Pe. Tranquillino da Salvação 
Tesoureiro Joaquim de St.ª Rosa de Lima Cordeiro 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Visconde de Castellões 
Sacristão Jose Victor Caldas 
Armador Joaquim Jose Pereira 
Trabalho de escritório Antonio Fernandes Couto 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, João Jordani, Jose Fernandes dos Santos

Escrivão da Mesa Pe. Tranquillino da Salvação 
Tesoureiro Joaquim de St.ª Rosa de Lima Cordeiro 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Visconde de Castellões 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, João Jordani, Jose Fernandes dos Santos

Escrivão da Mesa Pe. Tranquillino da Salvação 
Tesoureiro Joaquim de St.ª Rosa de Lima Cordeiro 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Visconde de Castellões 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, João Jordani, Jose Fernandes dos Santos

Escrivão da Mesa Jose Calisto Machado
Tesoureiro interino Jose Antonio da Veiga 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Florido Rodrigues Pereira Ferraz 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, João Jordani, Caetano Jordani, Jose Antonio da Veiga, Pe. Gregorio de Sales Pinto 

Escrivão da Mesa Jose Calisto Machado
Tesoureiro João Henriques Cosmelli
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Asisstente de S. Majestade Conde de Cêa 
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, João Jordani, Caetano Jordani, Jose Antonio da Veiga, Pe. Gregorio de Sales Pinto

Escrivão da Mesa Miguel Ignacio de Medeiros 
Tesoureiro João Henriques Cosmelli
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira
Mordomos da Capela Joaquim dos Santos Pereira, João Jordani, Caetano Jordani, Jose Antonio da Veiga

Escrivão da Mesa Miguel Ignacio de Medeiros 
Assistente Florido Rodrigues Pereira Ferraz 
Tesoureiro João Henriques Cosmelli, José Maria Ozorio Cabral
Procurador Conde de Cêa 
Consultores Fernando José da Silveira, Francisco Pedro Gonçalves Lobato, Antonio Joaquim de Mattos
Mordomos Joaquim dos Santos Pereira, Prior João Carlos d’Andrade, Pe. José de Santo Antonio Silva, Custodio Maria da Costa Moraes, Jacob Francisco de Paulo Fernandes, Manoel Sérgio Victoria Pereira, Nicolao Lagalerb, Antonio Rebello de Mendonça, Joaquim José Pereira, José Ezequiel da Costa Ricci, Antonio Maria da Costa e Sá, José Paes Gago
Mordomos da Capela Cypriano Manoel da Silva Moraes, Vicente Antonio da Silva Correa, Marquês de Viana, Conde Barão do Alvito, Conde de Pombeiro, Marquês de Torres Novas, Conde Redondo, Conde de Penamacor 

Escrivão da Mesa Miguel Ignacio de Medeiros 
Tesoureiro João Henriques Cosmelli 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira 
Assistente a S. Majestade Conde de Cêa 
Consultores Marquês de Viana, Conde do Redondo, Conde de Pombeiro, Antonio da Silva Albuquerque Castro Ribafria, Florido Rodrigues Pereira Ferraz, Vicente Antonio da Silva Ferreira 
Mordomos da Capela João Jordani, Cypriano Manuel da Silva Moraes, Custodio Maria da Costa Moraes, Caetano Jordani 

Escrivão da Mesa Miguel Ignacio de Medeiros 
Tesoureiro João Henriques Cosmelli 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira 
Assistente a S. Majestade Conde de Cêa 
Consultores Marquês do Faial, Marquês de Pombal, Conde da Louzã (D. João), Conde de Cêa (D. Antonio), Conde do Redondo, Florido Roiz. Pereira Ferraz
Mordomos da Capela João Jordani, Cypriano Manuel da Silva Moraes, Custodio Maria da Costa Moraes

Escrivão da Mesa Ernesto Augusto da Costa Ricci 
Tesoureiro João Henriques Cosmelli 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira 
Assistente a S. Majestade Conde de Cêa 
Consultores Marquês do Faial, Marquês de Pombal, Conde da Louzã (D. João), Conde de Cêa (D. Antonio), Conde do Redondo, Florido Roiz. Pereira Ferraz
Mordomos da Capela João Jordani, Custodio Maria da Costa Moraes, João Miguel Paes Gago

Escrivão da Mesa Ernesto Augusto da Costa Ricci 
Tesoureiro João Henriques Cosmelli 
Procurador da Mesa Fernando José da Silveira 
Assistente a S. Majestade Conde de Cêa 
Mordomos da Capela Joaquim Franco da Silva Mattos, João Jordani, Custodio Maria da Costa Moraes, João Miguel Paes Gago 

Tesoureiro Mathias Joze d’Oliveira Leite 

  • Feliciano Silvério Delg.º de Moraes
  • Antonio José da Silva
  • Fernando José da Silveira
  • Antonio P.ª Coelho
  • Pe. João Manuel Alvares
  • Francisco José dos Santos Fermô
  • Pedro Antonio Salema Garçã 

Tesoureiro Mathias Jose de Oliveira 
Padre Tesoureiro  Antonio Jose Rebelo de Mendonça 
Escrivão Jeronimo da Costa Lemos

Tesoureiro Mathias Jose de Oliveira Leite 
Padre Tesoureiro  Antonio Jose Rebelo de Mendonça 

Tesoureiro Mathias Jose de Oliveira Leite 
Escrivão  Antonio Jose Rebelo de Mendonça 
Padre Tesoureiro  Jeronimo da Costa Lemos 

Tesoureiro Mathias Jose de Oliveira Leite 
Escrivão  Joaquim José Vermuele 
Padre Tesoureiro  Pe. Antonio Gouveia Monteiro 

Tesoureiro Mathias Jose de Oliveira Leite 
Escrivão  Joaquim José Vermuele 
Padre Tesoureiro  Pe. Antonio Gouveia Monteiro 

Tesoureiro Pe. Henrique Antonio João de Souza 
Escrivão  Joaquim José Vermuele 
Padre Tesoureiro  Pe. Antonio Gouveia Monteiro 

Tesoureiro Pe. Henrique Antonio João de Souza 

Escrivão Pe. Dionizio Paulo Monteiro

Tesoureiro Pe. Antonio Vieira Manoel
Escrivão João Rodriguez Caldas

Tesoureiro Pior Pedro Francisco Caneva
Escrivão Pe. Antonio Vieira Manoel 

Tesoureiro Pior Pedro Francisco Caneva

Provedores Perpétuos Rei D. José I, Príncipe D. José 
Escrivão Francisco Pedro de Abreu 
Tesoureiro Manoel Cabral da Fonseca
Procurador Joaquim Cabral 
Mordomos da Capela Pe. Antonio T. Capriate, Pe. Agostinho João 

Provedores Perpétuos Rei D. José I, Príncipe D. José 
Escrivão Francisco Pedro de Abreu 
Tesoureiro Manoel Cabral da Fonseca
Procurador Joaquim Cabral 

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Escrivão João Caetano Vilella da Silva
Tesoureiro Joze Reis e Silva
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Antonio de Ferreira de Mesquita, Pe. Manuel Ferreira de Mesquita 
Mordomos da Capela

Pe. João da Costa Machado (Cura do Loreto), Pe. Francisco de Abreu 

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Tesoureiro Dez.or Jozeph Caldeira
Escrivão Prior Pedro Francisco Caneva

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Tesoureiro Dez.or Jozeph Caldeira
Escrivão Prior Pedro Francisco Caneva

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Escrivão Antonio Secundo Fr.e de Brito 
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Conde de Castelo Melhor, Dez.or Gonçalo Jozeph da Silveira Preto, Caetano Botelho de Gouvea, Dez.or João Marques Bacalhau, Mateus Francisco Padrão, Christovão da Rocha Cardozo
Mordomos da Capela Fernando Xavier de Miranda Henriques, Custódio Ferreira Goes, Dr. Jose Maria de Lancastre, Rafael da Silveira Braga

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Mordomo Cardeal Patriarca D. Thomaz de Almeida 
Escrivão Antonio Secundo Fr.e de Brito 
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Conde de Castelo Melhor, Dr. Filippe Ribeiro da Cruz, Reitor Braz Joze Rebello Leyte, Joze Estanislao, Joze dos Reys e Sylva, Custodio Ferreira Goys
Mordomos da Capela Joaquim Cabral da Sylva, Gonçalo Joze Joaquim da Sylva; Manoel da Cruz, João Florêncio da Silva Souza

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Mordomo Cardeal Patriarca D. Thomaz de Almeida 
Escrivão Antonio Secundo Fr.e de Brito 
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Manoel de Faria Monteiro, Pe. Mateus Pereyra, Pe. Hylario Fr.ª de Bastos, Jozeph de Oliveira, Joze Joaquim P.ª de Azambuja
Mordomos da Capela Dez.or Felippe Ribeiro da Crus, Dr. Antonio Felix Rossignol, Luís Ferreyra de Almeida 

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Mordomo Cardeal Patriarca D. Thomaz de Almeida 
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Manoel de Faria Monteiro, Jozé Vaz de Carvalho, Dez.or Gonçalo Jozeph da Silveira Preto, Pe. Mateus Pereyra, Joze Joaquim P.ª de Azambuja 
Mordomos da Capela Dez.or Felippe Ribeiro da Crus, Dr. Antonio Felix Rossignol, Luís Ferreyra de Almeyda

Provedor Perpétuo Rei D. José I
Mordomo Cardeal Patriarca D. Thomaz de Almeida 
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Manoel de Faria Monteiro, Pe. Mateus Pereyra, Pe. Hylario Fr.ª de Bastos, Jozé de Olyveira, Joze Joaquim P.ª de Azambuja
Mordomos da Capela Dez.or Felippe Ribeiro da Crus, Dr. Antonio Felix Rossignol, Luís Ferreyra de Almeyda

Provedores Perpétuos Rei D. João V, Príncipe D. Joze
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Pe. Mateus Pereyra, Antonio Pedro de Vasconcellos, Francisco Antonio Soares da Silva, Matias Fernandes, Rafael de Oliveira Braga, Luis da Fonseca Claro
Mordomos da Capela Pe. Felipe Ribeiro, João Vieyra Mattozo 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Mordomo Príncipe D. Joze 
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Sebastiam Xavier da Gama Lobo, João Evangelista C., Antonio Neri de Carvalho, Manoel Ribeiro da Cruz, Fabião Lopes F., Christovão da Rocha
Mordomos da Capela Francisco Carlos Brigier, Antonio de Souza Mexia, Joze Alt.º M.do Vaccari

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Bartolomeu de Souza Mexia, Christovão Ferrão de Castel Branco, Agostinho João de Souza, Francisco Correa da Motta 
Mordomos da Capela Christovão da Rocha Cardoso, João Luis da Silva e Sousa 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Cardeal Patriarca, Manoel de Faria, Conde Castelo Melhor, Luis de Moraes Rego, Joaquim Ribeiro de Carvalho, Ignacio Fr.ª de Lage
Mordomos da Capela Jozeph Pegado da Costa, Antonio de Moares Rego, Mateus Francisco Padrão

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca 
Consultores Luis da Camera, Dom Luis de Portugal, Dez.or Gonçalo Jozeph da Silveira Preto, João de Campos de Andrada, Jozeph Caetano de Almeyda, Pedro Ivo
Mordomos da Capela Pe. Domingos Maria Vaccari, Pe. Antonio Maria, Francisco Xavier Soares, Manuel Cabral da Fonseca 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Luiz da Cruz Maya
Consultores Pedro de Roxas de Azevedo, João Marques Bacalhau, João Machado (Cura do Loreto), Antonio Roz. Laya; Filipe Ribeiro 
Mordomos da Capela

Rafael de Oliveira Braga, Rafael Ribeiro da Cruz, Antonio Ferreira

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Luiz da Cruz Maya
Consultores Antonio Froes de Azevedo, Francisco Pedro de Abreu, Jozeph Bisso, Joseph de Almeida Alves, Domingos Pires Bandão, André Frr.ª da Silva 
Mordomos da Capela Rodrigo Xavier Alz. de Moura, Antonio de Joachim de Oliveira, João Caetano V. da Silva

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Luiz da Cruz Maya
Mordomos da Capela e Consultores Francisco Pedro de Abreu, Jozeph Bisso, Domingos Pires Bandão, Antonio Joaquim de Oliveira, João Evangelista, Pe. Domingos Maria Vaccari, André Ferreira da Silva, Rodrigo Xavier Alz. de Moura 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador João Caetano Villella da Silva 
Mordomos da Capela Gregório Lourenço de Magalhães; André Ferreira da Silva; Jozeph Joachim Pereira da Azambuja; Rafael de Oliveira Braga 
Consultores Pe. Francisco Pereira de Castro; Pe. Felipe Ribeiro; Sebastiam Xavier da Gama Lobo; Antonio Secundo Freyre; Matias Fernandes; Manoel Cabral da Fonseca 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador André Ferreira da Silva 
Mordomos da Capela Pe. Francisco Pereira de Castro, Manoel Fernandes Calheiros, Francisco Correa da Silva, Caetano Botelho de Gouvea
Consultores Pe. António Pontuas, Antonio Secundo Freire de Brito, Manoel de Faria Monteiro, Antonio Froes de Azevedo, Jozeph de Almeida Alvarez, Antonio Soares de Carvalho 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador André Ferreira da Silva 
Mordomos da Capela

Felipe Neri, Pe. Luís de Moraes, Luis da Fonseca Claro 

Consultores Conde de Castelo Melhor, D. Miguel Maldonado, Joseph Antonio de Almeida, António Roiz. Maia, Gaspar de Castro Calheiros, Francisco Xavier Soares, Pe. Joachim Ribeiro de Carvalho, Francisco António Soares da Silva 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Antonio Secundo Freire de Brito 
Mordomos da Capela

Pe. Jozeph Caetano Almeida, André Ferreira da Silva, Pe. Manoel Francisco

Consultores João de Campos de Andrada, Felipe Neri, Caetano de Andrada Pinto, Pe. Leonardo Monteiro, Antonio Soares de Carvalho 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Protector Cardeal Patriarca de Lisboa 
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Antonio Secundo Freire de Brito 
Mordomos da Capela Pe. Joachim Ribeiro de Carvalho, Rever.º Manoel de Souza de Aguiar, Francisco Correa da Motta 
Consultores Dez.or Gonçalo Jozeph da Silveira Preto, Pe. Matheos Pereira, Jozeph de Almeida, Paulo Monteiro Bravo, Pe. Jozeph Thomas Borges, Pe. Luís de Moraes

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Fabiam Lopes de Araujo
Mordomos da Capela Pe. Hipolito Moreira, Pe. Mario Ferreira de Bastos, Manoel Ferreira Nobre, Dez.or João Marques Bacalhau 
Consultores Pe. Henrique de Carvalho, Pe. Manoel da Silva, Pe. Melgervasio de Campos, Jozeph António de Almeida, Bartolomeu Verger 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Mathias Fernandes (Professo na Ordem de Cristo) 
Mordomos da Capela Pe. Francisco Pedro Abreu, Pe. Jozeph Bisso, Bartolomeu de Souza Mexia 
Consultores

Pedro de Roxas de Azevedo (Conselheiro da Fazenda), Sebastiam Xavier da Gama Lobo, Francisco de Seixas de Vasconcelos, Diogo Alberto Tinoco, Caetano Botelho de Gouveia, Antonio Pedro de Vasconcelos, António Froes de Azevedo 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  Dez.or Jozeph Caldeira 
Procurador Manoel Cabral da Fonseca
Mordomos da Capela Caetano de Andrada Pinto, Jozeph Elias de Campos, Ignacio Ferreira de Lago, Mathias Friz 
Consultores

Francisco Gomes Pereira, Jozeph de Oliveira, Francisco Pais de Vasconcellos, Christovão Ferrão de Castel Branco, Pedro Nollasco C., António de Lara

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Consultores Cónego Francisco Malheiro Leite, Dez.or António Coelho de Almeida, Pe. Fellipe Neri, Pe. Jozeph Caldeira, Pe. António Pontuas, Pe. Luís de Moraes; Pe. Jozeph Thomas Borges 
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  António Mendes Pimentel
Procurador Manoel Cabral da Fonseca
Mordomos da Capela Manoel de Faria Monteiro, João Latino Soares, Antonio Secundo Freire de Brito, Jozeph de Almeida, Pedro de Almeida 

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Escrivão Felix de Azevedo
Tesoureiro  António Mendes Pimentel
Procurador Manoel Cabral da Fonseca
Mordomos da Capela João Latino Soares, Pe. Jozeph Caldeira, Jozeph de Almeida
Consultores Dez.or Francisco Nunes Cardial, Dez.or Jozeph Vaz de Carvalho, João de Souza Mexia, Dez.or Paulo Jozeph de Andrada, Pe. Felipe Neri, Manoel de Vasconcellos 

 

1732A 27 de Agosto de 1730, D. João V constitui-se Provedor Perpétuo da Irmandade de São Roque. Livro dos Provedores Perpétuos da Irmandade de São Roque, 1732-1973, IMSRL cx 1-D, Doc. 38

Provedor Perpétuo Rei D. João V
Provedor Pe. Manoel da Motta e Silva
Tesoureiro  João de Campos de Andrada
Procurador João Caetano Vilella da Silva 
Escrivão  Felix de Azevedo
Mordomos da Capela António Mendes Pimentel (Tesoureiro Geral do Tabaco), António de Abreu e Sousa de Carvalho (Professo na Ordem de Cristo), João Latino Soares (Homem de Negócios) 

Provedor Pe. Manoel da Motta e Silva
Tesoureiro  João de Campos de Andrada
Escrivão  Felix de Azevedo
Procurador Manoel Alvarez Pereira
Mordomos da Capela Valério da Costa e Gouvea, Manoel de Oliveira da Cunha; António Mendes Pimentel

Procurador da Mesa António do Basto Pereira
Tesoureiro  João de Campos de Andrada
Procurador  Felix de Azevedo
Escrivão  Luis Peres dos Santos
Procurador Manoel Alvarez Pereira
Mordomos da Capela Dez.orJoseph Vaz de Carvalho, Dez.or Francisco Nunes Cardial, Xavier Leite de Faria, Francisco de Seixas de Vasconcelos

Procurador da Mesa António do Basto Pereira
Tesoureiro  Pe. Monoel da Motta
Procurador  Felix de Azevedo
Escrivão  António da Cunha
Procurador Manoel Alvarez Pereira
Mordomos da Capela António Pontuar; Manoel da Silveira e Cunha; João de Campos de Andrada

Procurador da Mesa Dr. António do Basto Pereira
Tesoureiro Francisco Nunes Cardial
Escrivão  António da Cunha
Procurador  Manoel Alz. Pereira
Mordomos da Capela Pe. Manuel da Motta e Sylva; Joseph Vaz de Carvalho; João de Campos de Andrada

Provedor Miguel Godinho Cabral
Contador Simão Luís

Procurador Ignacio de Lima 

Juiz  Luís da Silva de Almeida [Meneses]
Escrivão  Afonso de Oliveira
Tesoureiro  Afonso Rodrigues
Procurador  Manoel Vilella
Mordomos da Capela  Joam Alvares; Joam Bernardes [Fernandes] 

Procurador Emanuelem Lourenço Suarez [Manuel Lourenço Suarez]

Juiz da Confraria Joham Fernandez d’Oliveira (Provedor-mor dos Contos d’Rei)
Mordomo Baltezar Alcigues

Mordomo Braz Nunes 
Mordomo Manoel de Freitas

Mordomo Aloy Pirez 

Mordomo António [Dslz’] Fereire 

 

Helena Gonçalves Pinto
Historiadora