Instituição da Real Irmandade do Glorioso S. Roque dos Carpinteiros de Machado, por um grupo de Irmãos “com os seus filhos e parentes da mesma ocupação”. A sede da Irmandade passa a ser um altar que é construído junto à porta da Igreja do Convento do Carmo, onde “havião dous vãos; hum da parte direita, e outro da esquerda, em que não havião Altares, por lhe ficar junto de encontro a escada, que descia para a mesma Igreja com bastantes degráos, e seria esta a cauza, porque o grande Condestavel naquelles dous vãos não mandou edificar Altares, o que com evidencia se prova, pois se naquelle citio houvesse Capella de outra Imagem, sempre esta se havia de conservar; segundo a forma do costume, no painel do Retabulo, e como a Cappella, que havia naqulle citio, não tinha outro painel, senão o de S. Roque, nem outro Santo de vulto, hé consequência de que a dita Capela foi fabricada de novo para o dito Santo, e que não havia outra naquelle Lugar, que fosse mais antiga (…)”.

O Retábulo do Altar tem um “painel, em que servia de hua, e de outra parte pintados varios feridos de peste, lançados em cama, de baixo de barracas, e no meio, em lugar mais alto S. Roque, cujo painel, segundo a tradição de alguns Religiozos antigos foi feito por aquelle grande pintor Portuguez chamado Bento Coelho, que floreceo neste tempo e não no de 147 annos antes (…)” (FREITAS E AZEVEDO, 1781).