A Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado é incorporada por fusão (respeitando o espírito do Cânone 121 do Código de Direito Canónico) na Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa (Estatutos aprovados em 7 de Fevereiro de 2011).

A Mesa Administrativa da Irmandade de São Roque inicia os contactos com oficiais da Marinha com o intuito de reavivar a história e a importância da antiga Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado, sediada na Capela de São Roque do Arsenal.

Um dos objectivos passa por identificar afinidades de interesse e de cumplicidades com estes homens cristãos (ligados à Marinha) e avaliar a possibilidade de com a sua colaboração, interesse e empenho, reavivar a Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado, que não tinha sido extinta pela competente Autoridade Religiosa, na década de 1920.

Assim, e com a sugestão do Patriarcado é proposta a integração por fusão da extinta Irmandade do Glorioso São Roque dos Carpinteiros de Machado na Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa, a 10 Abril de 2010.

A Capela é reaberta após obras de conservação realizadas pelos operários do Arsenal da Marinha e as solenidades são presididas pelo Arcebispo de Mitilene, D. Manuel Trindade Salgueiro.

De 19 a 21 de Janeiro, na Casa de Despacho, decorre o leilão dos bens, organizado pela empresa Liquidadora das Chagas. Alguns dos bens são incorporados (por aquisição) no Museu Nacional de Arte Antiga, designadamente: uma Cruz do século XVII; Santo Cristo em metal dourado com cruz engastada em madre-pérola; duas cortinas de porta, com as armas bordadas e duas murças de seda preta com as armas da Irmandade.

É constituído o processo documental para pedido de autorização ao Governo, para se proceder à venda de todo o mobiliário e realizar a fusão com a Caixa de Pensões do Arsenal (Acta de 27 de Abril de 1928, pp.14). A 16 de Junho é assinado o Despacho do Governo para a fusão da Irmandade com a Caixa Pensão Arsenal da Marinha.

O visitador Francisco Maria Frazão sugere que para “cumprimento com o referido Decreto deveríamos transitar com o nosso capital em inscrições, bem como pensionistas, e sócios que desejam transitar, nas condições da primeira caso estabelecidas com a referida caixa, e depois da venda se executaria o que para tal fim está estabelecido na segunda e terceira base, consoante o rendimento da venda”. Os presentes na reunião decidem que “tudo transitasse depois de tudo vendido”, vontade também manifestada pelo Tesoureiro a quem, pela responsabilidade do seu cargo, competia encerrar todas as contas. O dinheiro existente no chamado Cofre dos Sinos era destinado ao pagamento das jóias dos sócios que transitassem desta Irmandade para a Caixa de Pensões, e o remanescente seria englobado no apuramento da venda e saldo existentes, e aplicado nos fins previstos nas bases da fusão. Esta deliberação é aprovada pela Mesa da Assembleia-Geral, em que assistiu o Presidente Cândido António de Carvalho.

Assinam esta Acta:

  • Presidente - Luís augusto Pereira
  • Tesoureiro - Luís Baptista
  • Visitadores - Alfredo Lopes da Silva, Marcolino Nepomoceno Motta
  • Secretário - Júlio Alves

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