Na terceira sexta-feira de cada mês, a Irmandade promove na Igreja de São Roque um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento.

Trata-se de um momento de oração, logo após a Santa Missa, com início pelas 13h, e tem a duração de cerca de meia hora, onde se faz uma curta meditação, terminando com a bênção solene do Santíssimo Sacramento.

A Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa celebra o Mês de Maio, Mês de Maria, destacando-se a recitação diária do Terço na Igreja de São Roque e a Peregrinação ao Santuário de Fátima.

Durante o mês de Maio, diariamente (excepto à 2ª feira) é rezado na Igreja de São Roque o Terço a Nossa Senhora, pelas intenções dos utentes e colaboradores de um Serviço ou Equipamento da SCML, de acordo com um calendário oportunamente divulgado.

A oração do dia 13 de Maio assume um particular significado e acorrem à Igreja de São Roque os utentes dos diversos Equipamentos Sociais designadamente, dos Lares de idosos e Centros de Dia da SCML.

Todos os anos é dirigido um apelo aos Utentes, Voluntários, Trabalhadores, Técnicos ou Dirigentes, de qualquer Serviço ou Equipamento da Santa Casa não expressamente incluído no calendário, e que desejem participar nesta cadeia de oração, a contactar a Irmandade, para que ninguém fique esquecido. 

A devoção a Nossa Senhora da Boa Morte tinha grande expressão, em tempos passados, na Igreja de São Roque. Era uma evocação muito querida da Companhia de Jesus. Nesta Igreja, na Capela de Nossa Senhora da Piedade, está depositada a sua imagem.

A piedade cristã não tem regateado, ao longo dos séculos, títulos e invocações à Virgem Maria. Senhora da Boa Morte é mais um que não é vulgar ver iconograficamente representado. Mas o título é mais do que adequado e feliz: Na Avé-Maria pede-se a Nossa Senhora que olhe por nós na hora da nossa morte.

A Irmandade tem tentado recuperar esta devoção mariana, simultaneamente procurando falar e fazer com que se fale naturalmente da morte, não como fim, mas sim como o início da Vida.

Ensina-nos a ensinar
e a dar bom conselho,
a corrigir com caridade os que erram,
a consolar os que sofrem,
a perdoar os que nos ofendem,
a sofrer com paciência as injúrias
e a rezar pelos vivos e pelos mortos.

Pedimos que nos dês a capacidade
e disponibilidade para visitar os presos,
assistir os doentes, vestir os nus, dar de comer e beber a todos os que necessitam,
enterrar os mortos, dar abrigo aos peregrinos e pobres.

Ámen.

A DEVOÇÃO DO CULTO À SAGRADA FAMÍLIA

A devoção do culto à Sagrada Família consta dos primórdios da Igreja, mas é no século XIX que ganha especial visibilidade. Duas associações de famílias cristãs consagradas à Sagrada Família estão na base de um amplo movimento de devoção à Sagrada Família, em diversas dioceses de França, Espanha, Itália e Portugal: uma em Liege, dos Padres Redentoristas, (1845) aprovada pelo Papa Gregório XVI e outra em Lion, fundada por um Jesuíta, Padre Francisco Filipe Francoz, (1861) aprovada por Pio IX.

Em 1886 o Papa Leão XIII fez, a pedido de numerosos Bispos, a consagração de todas as famílias cristãs à Sagrada Família.

Em 1892, com o Breve Apostólico Neminen Fugit, instituiu a Associação universal das famílias cristãs consagradas à Sagrada Família, unificando, assim, as diversas associações e movimentos que haviam surgido em torno da Sagrada Família, e confiou a Associação à vigilância do Cardeal Vigário do Papa em Roma.

Em 1893 institui a festa litúrgica da Sagrada Família, que Bento XV em 1921 se estendeu à Igreja universal.

Em 1928, Pio XI encarregou o Procurador-geral da Congregação dos Filhos da Sagrada Família de orientar e dinamizar a Associação. Nesta fonte, bebeu também Monsenhor Joaquim Alves Brás, Fundador, do Instituto Secular das Cooperadoras da Família. Mons. Brás indicou ao Instituto como primeiro meio para realizar o seu fim específico: promover o culto da Sagrada Família, levando as famílias a entronizar em seus lares a Sagrada Família e a fazerem-lhe a consagração.

Partindo deste culto muito popular no nosso País e nas nossas Paróquias retomamos com o Reitor da SCML, a tradição das visitas do Oratório a esta tão grande Família com tantas moradas que é a Santa Casa.

A ideia é fortalecer os laços entre todos os que a habitam. Levar um pouco de esperança e estimular a caridade que é senão a Misericórdia.

O Oratório da Sagrada Família desloca-se a pedido dos Centros de Dia, Residências, SAD e outros Equipamentos que o desejarem pode permanecer um dia até no máximo de uma semana, conforme a vontade dos que o recebem.